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sexta-feira, 26 de junho, 2026

Evite a automedicação e busque informações seguras contra a doença

Ministério da Saúde alerta para os riscos de tratamentos caseiros ou uso de medicamentos sem orientação de um profissional de saúde. Guia sobre manejo clínico lançado pela pasta é referência no assunto

Consumir medicamentos sem prescrição médica é uma prática comum no Brasil, no entanto, o uso indevido de medicamentos pode causar problemas graves de saúde. E, no caso da dengue e chikungunya, a população precisa se conscientizar desse perigo. 

A automedicação pode causar reações graves, hemorragias e inclusive, se a dengue ou chikungunya não forem tratadas adequadamente, podem levar o paciente ao óbito. O ideal é procurar por uma unidade de saúde assim que aparecem os primeiros sintomas, entre eles a febre. Porém, muitos doentes acabam se automedicando em casa para aliviar o mal-estar, sem saber que alguns medicamentos comumente usados sem prescrição médica para tratar um simples resfriado, podem ter um efeito contrário se o indivíduo estiver com dengue. 

Além disso, os anti-inflamatórios como o ácido acetilsalicílico, o ibuprofeno, a nimesulida, o diclofenaco, e os corticoides devem ser evitados. Os anti-inflamatórios, principalmente o ácido acetilsalicílico, aumentam o risco de sangramento e diminuem a capacidade de coagular o sangue. Uma vez consumidos, esses medicamentos podem agravar muito a situação da doença.

Outro ponto de atenção é a utilização de tratamentos alternativos como os remédios caseiros. Embora algumas pessoas recorram a esses métodos na esperança de aliviar os sintomas, os especialistas alertam para os riscos associados a essa abordagem. Não existem soluções mágicas para curar a dengue, mas ainda é comum a ingestão de sucos e chás feitos a partir de frutas ou de plantas como boldo, inhame, cana-de-açúcar e limão como um atenuante contra os sintomas da doença. Contudo, não há evidências científicas que respaldam a eficácia desses métodos.

Publicação traz orientações 

Vale lembrar que há 20 anos o Ministério da Saúde lançou a primeira edição do documento Dengue: diagnóstico e manejo clínico – adultos e criança e o material se consolidou como instrumento auxiliar da prática clínica, baseada em evidências científicas. 

Segundo a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, toda a conduta recomendada pela pasta consta no guia de manejo. “Ele se baseia em evidências científicas robustas. Além de endossar o compromisso com a qualidade técnica dos diagnósticos, também tem o intuito de auxiliar profissionais de saúde no atendimento adequado aos pacientes com dengue, reduzindo o agravamento da comorbidade e evitando óbitos”, explica. 

A partir do trabalho articulado das áreas técnicas do ministério, instituições e especialistas, o material tem apoiado profissionais da saúde. O conteúdo foi atualizado a partir de revisões da literatura recente, de diretrizes publicadas pela Organização Mundial da Saúde/Organização Pan-Americana da Saúde (OMS/Opas) e pela pasta, além da expertise acumulada do Brasil no enfrentamento às epidemias de dengue ao longo das últimas quatro décadas. A publicação tem mais de 70 páginas e é também um importante guia explicativo sobre a doença.

A edição atual enfatiza a importância dos grupos de riscos, incorporando outras comorbidades e, em especial, destaca os idosos como grupo de maior vulnerabilidade. Além disso, foram revisadas as orientações sobre a hidratação intravenosa, o manejo em adultos cardiopatas e as orientações em usuários de anticoagulantes e antiagregantes. Por fim, incrementou o diagnóstico diferencial de dengue em relação à chikungunya, zika e outras doenças. 

Sobre o tratamento

É preciso reforçar que o tratamento da doença é baseado principalmente na reposição de líquidos. Por isso, conforme orientação médica, deve-se realizar:

  • Repouso;
  • Ingestão de líquidos;
  • Para dor ou febre, usar somente dipirona ou paracetamol com base na orientação de um profissional de saúde;
  • Não se automedicar e procurar imediatamente o serviço de urgência em caso de sangramentos ou surgimento de pelo menos um sinal de alarme;
  • Retorno para reavaliação clínica conforme orientação médica. 

Com informações do Ministério da Saúde

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