23.1 C
Três Lagoas
domingo, 4 de outubro, 2026

EUA registram 34 mortes por armas de fogo todos os dias

Internacional – 17/12/2012 – 10:12

Os Estados Unidos reviveram esta semana um pesadelo difícil de ser esquecido. Um jovem de 20 anos invadiu na sexta-feira (14) uma escola primária em Newtown, em Connecticut, e abriu fogo contra alunos e funcionários, matando 26 pessoas com vários tiros de fuzil semiautomático: 20 vítimas eram crianças de apenas seis e sete anos.

O massacre traz à tona o debate sobre o controle de armas no país. O jovem atirador usava pistolas e um rifle de guerra, que estavam registradas no nome da mãe dele. Ela foi morta pelo filho dentro da casa onde moravam, antes de ele se dirigir até a escola Sandy Hook e cometer a chacina.

O país registra, a cada dia, 34 assassinatos envolvendo armas de fogo. Os Estados Unidos são o país mais armado do mundo.

Para cometer a chacina, o atirador de Newtown, identificado como Adam Lanza, de 20 anos, precisou de apenas uma arma: um fuzil semiautomático. Ele ainda portava duas pistolas — uma delas ele utilizou para se matar após o massacre.

As três armas estavam registradas no nome de sua mãe, Nancy, que foi assassinada por seu filho em sua própria casa, antes de ele se dirigir à escola para perpetrar o massacre.

Debate sobre armas

A Segunda Emenda da Constituição dos EUA consagra o direito dos norte-americanos à posse de armas, e a Corte Suprema sempre decidiu a favor frente às tentativas de alguns Estados e cidades para limitá-la.

Os EUA são o país do mundo com mais civis com posse de armas, com entre 270 milhões e 300 milhões, segundo as Nações Unidas, um número que a Associação Nacional do Rifle eleva para mais de 300 milhões.

Em vista disso e, principalmente, por causa da tragédia chocante na escola Sandy Hook, cresceu a pressão no final de semana pela revisão das leis sobre armas.

Os senadores democratas Dianne Feinstein e Charles Schumer apoiaram neste domingo a introdução de um projeto de lei sobre o controle de armas no Congresso do país.

Feinstein anunciou que introduzirá um projeto de lei assim que se constitua o novo Congresso a partir de janeiro.

— Apresentarei o projeto no Senado e o mesmo projeto será apresentado na Câmara (de Representantes). Será um projeto de lei para proibir as armas de assalto. Será proibida a venda, a transferência, a importação e a posse.

“Acho que podemos fazer algo”, disse Schumer no programa Face The Nation da “CBS”, ressaltando a necessidade de limitar o acesso a armas de grande calibre, assim como a sua munição, para evitar que pessoas “mentalmente instáveis” possam adquiri-las.

“Foi a pior coisa que eu já vi”, diz legista

Ao lado de Feinstein, também esteve o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, que copreside a associação “Prefeitos contra as Armas Ilegais” junto com seu colega de Boston, Thomas M. Menino.

— Acho que o presidente (Barack Obama) deve consolar o país, mas ele é o comandante-em-chefe, assim como o consolador-em-chefe. É hora do presidente, acredito eu, se colocar de pé e guiar o país em direção ao que devemos fazer.

Fonte: Portal R7

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

BB fará pagamentos via Pix a mesários nas eleições

Acordo prevê auxílio-alimentação para 2,3 milhões de colaboradores Os mesários e demais colaboradores da Justiça Eleitoral que atuarão nas Eleições Gerais de 2026 receberão o...

Eleições 2026: saiba o que pode e o que não pode na votação

"Colinha" deve ser em papel; bandeiras e camisetas são permitidas Com a proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro,...

Três Lagoas vai às urnas neste domingo com 88.672 eleitores aptos a votar

Votação começa às 7h e termina às 16h, onde município terá 32 locais e 302 seções eleitorais para o primeiro turno das Eleições 2026
error: Conteúdo Protegido