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quinta-feira, 16 de julho, 2026

“Estrelinha de luz” tem paralisia cerebral e foi adoção dos sonhos em Três Lagoas

Conforme divulgou o Tribunal de Justiça, casal veio de outro Estado apenas parar adotar criança em MS

24/06/2020 11h09
Por: Deyvid Santos

TRÊS LAGOAS (MS) – Muitas idas e vindas com “propostas” de adoção marcaram a vida de uma criança acolhida em Três Lagoas (MS), até que seu caminho encontrasse o dos pais. Um casal precisou percorrer a estrada de outro Estado até Mato Grosso do Sul para encontrar “Estrelinha de luz”, criança de dois anos que tem paralisia cerebral. A condição delicada para eles não é entrave. É amor, o grande responsável por transformar três pessoas em uma família.

É o que divulgou nesta quarta-feira (24) o TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Conforme relata a publicação, os dois chegaram “em uma quinta-feira” em Três Lagoas junto com os dois filhos que também foram acolhidos na família por meio da adoção. “O pai relatou sentir-se mais seguro com as orientações da equipe da instituição de acolhimento, principalmente ao acompanhar os cuidadores”, diz a nota do TJ.

A criança foi acolhida pelo sistema judiciário que gere a adoção na cidade em 2018. “A mãe contou que, antes de vir a Mato Grosso do Sul buscar a nova integrante da família, procurou informações com outras pessoas que adotaram crianças com perfil semelhante. Ao chegar no novo lar, a menina passará por novas avaliações médicas para que os pais proporcionem os cuidados adequados, além do amor e carinho”, cita o Tribunal.

Desafios

A menina, que não teve o nome divulgado por cumprimento ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), necessita de cuidados especiais. Conforme a divulgação do judiciário, ela usa medicação contínua e precisa de acompanhamento de especialistas como neurologista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo.

“Além disso, sua alimentação é realizada por meio de sonda botton”, diz a nota. Antes do encontro, outras famílias quiseram adotá-la, mas o custo dos cuidados que ela precisa afastou as tentativas. De acordo com o Tribunal, o judiciário chama esse tipo de adoção “adoção especial”.

Agora, começa o estágio de convivência entre “Estrelinha” e a família, acompanhada por equipe designada pela Comarca de Três Lagoas.

Adoção responsável

Para adotar, é preciso realizar curso de preparação à adoção, etapa obrigatória antes de concluir o processo. Essa formação humanizada é realizada por todas as comarcas. Segundo o TJ, tem entre o os objetivos principais retirar preconceitos e trabalhar o imaginário dos futuros pais, além de prevenção, já que é possível identificar, nesse curso, conflitos que possam ser um entrave entre a família e a criança que pretende acolher.

Informações do site Midiamax

No colo dos pais, com quem agora passará a conviver (Foto: Divulgação/TJMS)

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