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‘Estava muito quente’, diz mãe que teria abandonado bebê de um mês

21/09/2015 – Atualizado em 21/09/2015

Polícia de Sidrolândia, MS, investiga se caso trata de abandono de incapaz.

Mulher que ficou com a criança diz ter esperado por horas retorno de mãe.

Por: G1

A mãe que teria abandonado um bebê de um mês de vida com uma mulher de 53 anos no bairro São Bento, em Sidrolândia, distante 64 quilômetros de Campo Grande, disse que fez isso porque na hora estava muito sol e ela não tinha uma sombrinha para proteger a criança.

“Tava muito quente, eu tava sem sombrinha, por isso eu deixei lá”, contou a mãe.

A Polícia Civil investiga se o bebê foi abandonado pelos próprios pais. A criança foi entregue à polícia sem nenhuma lesão, mas apresentava assaduras no corpo. Agora, ele está em um abrigo sob os cuidados do Conselho Tutelar.

Segundo a polícia, a dona de casa estava varrendo o chão debaixo de umas mangueiras quando apareceu um casal com um bebê no colo pedindo para que ela ficasse com a criança.

A dona de casa que não quis se identificar. Ela estranhou a demora e avisou o Conselho Tutelar e a polícia. Ela disse que pegou a criança porque conhece a mãe há muitos anos e ficou com dó do bebê que estava incomodado com a excessiva exposição ao sol.

“Só falou que era pra mim ficar que eles iam ali, vê um negócio e já vinha (sic). Era nove horas isso, né! E era umas duas horas e não tinham vindo ainda”, disse a mulher.

O que chamou a atenção dos investigadores é que horas depois de deixar a criança com a mulher, a mãe do bebê procurou o pelotão da Polícia Militar para buscar informações sobre o paradeiro do filho. Ela disse que não tinha a intenção de abandoná-lo e só queria que a mulher cuidasse do bebê por alguns instantes.

“Falei para ela olhar um pouco o bebê. Ela falou que podia deixar que ela ia olhar. Mas abandonar eu não abandonei. Ia deixar a criança lá? Ela pegou nos braços dela. Demorou um pouquinho e ainda pra ajudar estourou o pneu da bicicleta, que tá até na bicicletaria, eu vim de a pé (sic). Por isso que eu demorei”, afirmou a mãe da criança.

O conselheiro tutelar Reginaldo Rodrigues de Mello, que acompanha o caso, afirmou que a família da criança vive em condições de extrema pobreza e tem histórico de alcoolismo.

“Foi no fim de semana, então não tinha como chamar o psicólogo ou assistente social para estar acompanhando. Nós vamos ouvir todas as partes envolvidas para ver certinho o que a Justiça vai determinar sobre a criança”, pontuou o conselheiro.

O caso foi registrado na delegacia de Sidrolândia como abandono de incapaz. A polícia deve ouvir novamente a mãe da criança e a mulher que ficou com o bebê nesta segunda-feira (21). Se confirmada a versão da mãe da criança ela não será processada por abandono de incapaz. O filho deverá ser devolvido e a família será acompanhada por psicólogos do Conselho Tutelar.

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