02/07/2014 – Atualizado em 02/07/2014
Por: Assessoria
O empresário Wilson Turíbio usou a tribuna livre da Câmara Municipal, nesta terça-feira (1º de julho), para expor à comunidade e aos vereadores a situação de 133 empresas que prestaram serviços ou forneceram produtos ao Consórcio UFN III, que está construindo a fábrica de fertilizantes da Petrobras, e que não tiveram os pagamentos quitados, nos últimos seis meses.
Segundo ele, as empresas estão sofrendo sérios riscos de falência, devido ao montante da inadimplência.
Segundo explicou, os empresários avaliam que a Petrobras, contratante do Consórcio, deve se responsabilizar pelos pagamentos. Ele ainda disse que, em alguns casos, os pagamentos começaram a ser feitos, no valor de 50%, conforme acordado entre as empresas do consórcio, a prefeita Marcia Moura, os empresários e a representatividade da Petrobras. Porém, solicitou apoio dos vereadores para que o acordo seja cumprido na integralidade, além da necessidade de estabelecer um cronograma para que todas as dívidas sejam quitadas.
Turíbio ainda ponderou que houve muita decepção entre os fornecedores. “Vejo tudo como uma corrente, cada gomo tem seu peso. Rompeu o primeiro gomo da corrente e caíram todos os outros. Ficamos numa situação muito delicada”, relatou. Ele disse que, em muitos casos, a situação provocou até mesmo transtornos à saúde dos empresários e causou impacto devido ao número de funcionários atingidos com a crise formada nas empresas.
O empresário respondeu a perguntas dos vereadores, que demonstraram preocupação quanto ao cumprimento dos contratos e ofereceram apoio, no sentido de se fazer gestões políticas para que a inadimplência seja quitada.
A possibilidade será formar uma comissão que buscará mecanismos para pressionar o Consórcio a cumprir os compromissos.



