16/01/2015 – Atualizado em 16/01/2015
Empresários de Três Lagoas organizam protesto contra débito de mais de R$ 20 milhões da Petrobras com o município
Movimento pacífico ocorre na próxima segunda-feira, dia 20, na BR 262
Por: Thais Dias com informações da Assessoria de Imprensa
Diante do risco de falência de diversas empresas por conta de uma dívida superior a R$ 20 milhões da fábrica de nitrogenados da Petrobrás– Consórcio UFN3, em Três Lagoas com fornecedores, empresários do município realizam na próxima segunda-feira (19), às 6 horas um manifesto pacífico na BR 262, divisa da cidade com o Estado de São Paulo. O objetivo da ação, que irá interditar o trânsito no local é chamar atenção para o problema que persiste há cerca de um ano e já causou forte impacto na economia local e do Estado.
A ação foi decidida após reunião ocorrida na manhã desta quinta-feira (15) entre empresários, entidades representativas do segmento empresarial, entre elas a FAEMS – Federação das Associações Comerciais do MS, governador Reinaldo Azambuja, prefeita de Três Lagoas, Márcia Moura, secretários do Governo do Estado e deputados estaduais. “O governador Reinaldo Azambuja nos deu total apoio diante da grave situação que enfrentamos, já que os grandes danos econômicos não atingem apenas Três Lagoas, mas o Estado todo. Ele assegurou intervir junto presidente da Petrobrás, Graça Foster para buscar uma solução efetiva”, destaca o presidente da FAEMS, Alfredo Zamlutti.
Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Três Lagoas e vice-presidente da FAEMS, Atílio Carlos D’agosto, mais de mil trabalhadores perderam seus empregos diante da crise e, ainda esse mês, muitas empresas devem decretar falência na cidade. “Esse empreendimento da Petrobrás é de suma importância para o País, já que a expectativa de produção deverá atender cerca de 50% da América Latina com o fornecimento de nitrogenados, mas tamanha dívida está quebrando o setor empresarial do município”, alega D’agosto.
De acordo com o vice-presidente da FAEMS, vários acordos foram tentados, mas não houve recíproca de entendimento por parte da Concessionária. “A Associação Comercial de Três Lagoas e a Prefeitura tentaram diversas reuniões e negociações, mas a resposta foi de que não há previsão para a quitação desse débito”, revela.
Todos os segmentos empresariais da cidade foram impactados com a dívida, já que para a construção da fábrica, foi inserida na cidade uma vila industrial com cerca de 10 mil trabalhadores, mantida através do comércio local. “Empresas de maquinários, concreto, transporte, rede hoteleira, setor alimentício e banheiros químicos são apenas alguns dos fornecedores sem receber. Muitas pessoas perderam seus empregos, já que o comércio e indústria estão em crise. 2014 registrou o pior Natal da década para o comércio na cidade e a economia estagnou”, avalia o empresário Jair Panucci, proprietário de uma fábrica de concreto afetada pela dívida.
Todo o crescimento econômico que Três Lagoas registrou nos últimos anos foi desestabilizado pela dívida milionária da empresa com o setor empresarial do município, na avaliação do presidente da FAEMS, Alfredo Zamlutti. “A geração de empregos caiu, o comércio parou e a população está sentindo o impacto da dívida diretamente”, pondera.
Além da FAEMS, os principais representantes do setor empresarial do Estado estão envolvidos na iniciativa: Sebrae/MS – Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa, FIEMS – Federação das Indústrias do Estado de MS e Fecomércio – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. “Destacamos que não temos o objetivo de causar tumulto à população, por isso o manifesto será pacífico e veículos como ambulância ou aqueles que transportarem idosos ou crianças terão passagem liberada”, reforça Zamlutti.



