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Em uma semana, cinco candidatos já desistiram de concorrer eleições no MS

23/08/2018 07h39
Por: Laís Eger Penha / Por Campo Grande News

Com uma semana de campanha eleitoral já autorizada em Mato Grosso do Sul, pelo menos cinco candidatos aprovados nas convenções partidárias já protocolaram no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) pedido de desistência de disputar as eleições deste ano. Destes, um já foi substituído – o senador Pedro Chaves (PRB), que abdicou da reeleição atirando contra a cúpula da campanha do PDT– e quatro concorreriam à Assembleia Legislativa.

O PRB de Chaves foi também o partido com mais desistentes. Além do senador, abriram mão da disputa o policial civil Rogério Yuri (que já disputou vaga na Câmara Municipal em 2004, pelo PTB, e foi candidato a vice no PSB em 2016) e o vereador Lucimar Barbosa de Oliveira (o Careca da Iluminação, que há dois anos conquistou mandato na Câmara de Coxim e é atualmente o presidente municipal do partido).

Também vereador, mas em Dourados, Sérgio Nogueira (PSDB) também concorreria à Assembleia, porém, decidiu retirar a candidatura por não ter realizado uma boa pré-campanha em comparação com os outros concorrentes e também por optar por ajudar na campanha à reeleição do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) na região.

“Analisei a chapa da coligação. São nove deputados estaduais mais o Londres Machado. Eu seria um lambari nadando ao lado de tubarões. Preferi atender ao pedido do governador para trabalhar na coordenação da campanha dele e do Murilo (Zauith, candidato a vice-governador pelo DEM) em Dourados”, afirmou.

Além desses candidatos, Laércio Volpi (o Professor Volpi, do PV) também registrou a desistência da candidatura. Aposentado, ele disputaria sua primeira eleição. Conforme o registro da coligação “O Nosso Movimento é por Mudança” (PV, Rede e PC do B), a renúncia permitiu à chapa atender as exigências de gênero – que incluem a reserva de 30% das vagas de candidaturas proporcionais para mulheres.

Primeiro – A desistência de Chaves foi a que mais chamou a atenção. Filiado ao PRB, ele teve entre os motivadores da aliança com o PDT a garantia de que teria espaço para construir a candidatura à reeleição –depois de não conseguir avançar nas tratativas com MDB e PSDB.

Contudo, abriu mão da disputa com críticas à cúpula pedetista, que teriam quebrado acordo de lhe lançar como candidato único ao Senado – a coligação Esperança e Mudança lançou também Beto Figueiró (Podemos) ao cargo, o que diluiria o tempo de propaganda eleitoral gratuita dos postulantes a poucos segundos.

A renúncia à candidatura resultou em reação do candidato ao governo, Odilon de Oliveira (PDT), que em nota afirmou preferir estar só “do que mal acompanhado ou junto com egoístas, frouxos ou covardes, sob pena de se andar pelo caminho de sempre”.

Pedro Chaves foi substituído no posto de candidato a senador pelo vereador Gilmar da Cruz (PRB), que havia sido indicado para a primeira suplência.

Com as desistências, caiu de 523 para 519 o número de candidatos inscritos nas eleições deste ano no Estado – de 349 concorrentes à Assembleia Legislativa, o número agora é de 345, que se somam aos 123 postulantes à Câmara dos Deputados, seis candidatos a governador e seus respectivos vices, 13 candidatos a senador e 26 suplentes.

Desistência de Chaves foi a que mais chamou a atenção. Foto: Reprodução Internet.

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