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terça-feira, 30 de junho, 2026

Em prol da preservação de uma árvore, a prefeitura altera projeto de pavimentação do bairro jardim Dourado

15/03/2018 16h10

Com aproximadamente 20 metros de altura, a mesma tem raízes artificiais que invadem o traçado do asfalto

Da redação

Crescer de forma sustentável e com uma consciência ambiental. Nos dias de hoje é algo desafiador, principalmente com o aumento da globalização e crescimento desenfreado das cidades. Mas como sabemos bem, é a melhor maneira de garantir um futuro melhor. Exemplo disso é a Prefeitura de Três Lagoas por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Trânsito (SEINTRA), modificar o projeto de pavimentação asfáltica do bairro Jardim Dourado em prol de uma árvora da espécie Tambori, nome da rua em que está plantada, para não danificar suas raízes.

Também conhecida como Timburi, Timbaúva e Tamboril, a árvore tem aproximadamente 20 metros de altura e galhos frondosos que traz lembranças para Leidimar Siniciato, que mudou para uma casa na região com 11 anos de idade. “Antes, quando tinha poucas casas aqui, meus amigos e eu brincávamos e até dormíamos à sombra dessa árvore”, conta Leidimar, aos 29 anos.

Segundo o secretário da pasta, Dirceu Deguti, para preservar as raízes da árvore que invadiam parte do traçado do asfalto, foi elevado o “greide” do pavimento, ou seja, o nível da rua foi modificado para passar por cima das raízes. “Esse pedido foi do prefeito Angelo Guerreiro que, assim como pediu para preservar essa árvore, exigiu que outras que ficam em volta do piscinão recém-construído no bairro também fossem mantidas no lugar”, explica.

Além de comemorar a chegada do asfalto no trecho de oito ruas do Jardim Dourado, Leidimar parabenizou a atitude. “Achei muito legal isso. Antes de saber dessa decisão ficava me perguntando do porquê tinham elevado o nível da rua, mas agora que sei fiquei feliz pela iniciativa, afinal desde quando eu moro aqui essa árvore está aí e sempre foi muito grande”, comenta.

Esta espécie, de acordo com dados do site “Um pé de quê?”, pode atingir de 20 a 35 metros de altura, de copa ampla e frondosa, que perde as folhas no inverno e tem um tronco que pode chegar entre 80 a160 centímetros de diâmetro.

Conforme Deguti, a árvore tem a madeira leve e macia e era utilizada pelos índios da região na fabricação de canoas. “Isso é mais do que apenas preservar o meio ambiente, também preservamos histórias e uma espécie que faz parte da evolução humana”, finaliza.

Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Três Lagoas

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