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sexta-feira, 17 de julho, 2026

Em MS, 34,5% das obras federais estão paradas

CAMPO GRANDE NEWS – Relatório divulgado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) aponta que mais de um terço das obras federais estavam paralisadas em 2023 em Mato Grosso do Sul. De 440 projetos, 152 estão parados ou inacabados, representando um desperdício de dinheiro público, que o Tribunal de Contas atribuiu à falta de coordenação entre os entes públicos.

A Corte de Contas aponta que o número de obras paralisadas no Estado se manteve estável entre 2020 e 2023. Em 2020, das 559 obras, 149 estavam paradas. No ano seguinte, eram 497 obras federais no Estado, sendo que 146 estavam paralisadas. No ano passado, o número de obras em execução caiu para 440, mas o número de paralisações aumentou para 152.

Conforme o portal de acompanhamento de obras paralisadas do TCU, a previsão de investimentos do Governo Federal nas 440 obras em Mato Grosso do Sul era de R$ 2,25 bilhões, sendo R$ 519 milhões previstos para as 152 obras paralisadas. Desse montante, R$ 300 milhões já foram investidos no Estado, sendo R$ 141 milhões desperdiçados nas obras embargadas.

A maior parte das obras paralisadas são relacionadas à infraestrutura e mobilidade urbana, 51 no total. Na sequência aparece a educação básica, com 33 obras estagnadas. Esses dois grupos lideram com folga o ranking. Logo atrás, vêm as obras de saúde (12), esporte (11), educação superior (9), infraestrutura e transportes relacionados ao Dnit (7), turismo (6), educação profissional e tecnológica (4), agricultura (3), saneamento (3), habitação (1) e outros (12).

Dos projetos sul-mato-grossenses que estão em condição de paralisação, os motivos são diversos, desde dificuldade técnica ou financeira da empresa executora, fluxo financeiro insuficiente, falta de documentos, dificuldades técnicas do ente que recebeu o recurso, ação judicial, rescisão de contrato, atraso no pagamento da construtora, problemas estruturais e até mesmo eventos não previstos.

Dos municípios com obras paralisadas constam: Água Clara; Amambai; Anastácio; Aquidauana; Aral Moreira; Bandeirantes; Bataguassu; Batayporã; Bela Vista; Bodoquena; Caarapó; Camapuã; Campo Grande; Chapadão do Sul; Corumbá; Coxim; Deodápolis; Dois Irmãos do Buriti; Douradina; Dourados; Eldorado; Fátima do Sul; Inocência; Itaporã; Itaquiraí; Japorã; Jardim; Ladário; Maracaju; Miranda; Mundo Novo; Naviraí; Nioaque; Nova Andradina; Paranaíba; Pedro Gomes; Ponta Porã; Rio Negro; Santa Rita do Pardo; São Gabriel do Oeste; Sete Quedas; Sidrolândia; Sonora; Tacuru; Terenos e Três Lagoas.

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