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quinta-feira, 15 de outubro, 2026

Em 5 anos, mais de 10 mil motocicletas foram furtadas em Mato Grosso do Sul

Ainda segundo dados da Sejusp, mais da metade das motocicletas subtraídas por furto ou roubo foram recuperadas, cerca de 55,85%.

MIDIAMAX – “Facilidade em reintroduzir no mercado”, esse é o principal ‘motivo’ para os crimes de furtos e roubos de motocicletas em Mato Grosso do Sul, segundo a polícia. Os principais alvos são veículos de modelos populares, justamente pela facilidade ainda maior de venda. Em cinco anos, foram 11.919 roubos e furtos de motocicletas no Estado, 10.795 só de furtos. Pouco mais da metade é recuperada, cerca de 55,85%, conforme dados da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública).

O maior número de furto de motocicleta aconteceu em 2018 quando foram subtraídos 2.476 veículos. Em 2019, o número teve uma leve reduzida, caindo para 2.226. Já no ano seguinte, ano de pandemia 1.922 motos foram furtadas. Em 2021, foram 1.839, porém em 2022 os números voltaram a subir, sendo 2.332 motocicletas furtadas.

Conforme a polícia, os criminosos geralmente não agem sozinhos nesse crime. São organizações, associações criminosas que vão desde a pessoa que identifica o local, vê a motocicleta em uma situação de facilidade para o cometimento do crime e subtrai o veículo. A moto é levada para um local, entregue a um receptador que coloca o veículo à venda em sites e na maioria das vezes nas redes sociais.

“Geralmente são vendidas como BOB, que são aqueles veículos comercializados abaixo do valor de mercado. As pessoas pecam em não checar a procedência. Não basta consultar a placa. Os criminosos colocam a venda uma motocicleta que não tem registro de furto ou roubo. Muitas vezes vendem o veículo antes mesmo do proprietário se dar conta do furto”, explicou o delegado titular da Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos), Ricardo Meirelles.

O delegado ainda disse que os criminosos procuram mais pelos modelos populares, pois são os mais vendidos e com isso facilita para o receptador a introdução do veículo no mercado novamente para o consumidor. O crime acontece principalmente nesse modus operandi de revender o produto e muitas vezes está associado ao tráfico e uso de drogas, pois um usuário pode realizar o furto, entregar o veículo em uma boca de fumo e de lá o veículo é vendido nas redes sociais.

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