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sábado, 18 de julho, 2026

Luciana Azambuja destaca papel da economia criativa na autonomia feminina e no combate à violência

No Agosto Lilás, superintendente de Economia Criativa afirma que cultura e geração de renda ajudam mulheres a romper ciclos abusivos

A economia criativa tem se mostrado uma ferramenta concreta no enfrentamento à violência contra a mulher, especialmente em um cenário alarmante como o de Mato Grosso do Sul, que já contabiliza 21 feminicídios apenas em 2025. Em meio à campanha Agosto Lilás, que chama a atenção para a prevenção e o combate à violência doméstica, iniciativas voltadas à autonomia feminina ganham ainda mais relevância.

Durante o primeiro Workshop de Economia Criativa e Mercado, realizado nesta semana em Três Lagoas, a superintendente de Economia Criativa, Luciana Azambuja, ressaltou que a maioria das pessoas envolvidas nas feiras criativas do território Bioceânica + Criativa são mulheres, e muitas delas encontram na venda de produtos artesanais, na música, no design ou na culinária uma forma concreta de transformar suas vidas.

“No mês do Agosto Lilás, é importante lembrar que essas mulheres, ao participarem das feiras, ganham não só renda, mas também autonomia. Elas passam a ter condições de sair de relacionamentos abusivos, retomar as rédeas da própria vida e oferecer um futuro diferente para os filhos”, afirmou Luciana Azambuja.

Ela destacou que o movimento da economia criativa não é apenas econômico, mas profundamente social e cultural. “A gente vê mulheres que, ao venderem seus produtos numa feira na sexta-feira, já têm dinheiro na segunda para pagar suas contas, comprar roupas, presentes, brinquedos. Isso é dignidade. Isso é transformação”, reforçou.

A economia criativa tem como base a valorização da criatividade, do conhecimento, da tradição e da identidade cultural local. É um modelo de desenvolvimento que gera oportunidades a partir da produção de bens e serviços como artesanato, dança, música, literatura, gastronomia e design, muitas vezes, talentos já existentes, mas antes invisíveis.

O workshop foi promovido pelo governo do Estado, por meio da CETESC (Célula de Economia do Turismo, Esporte, Serviços e Cultura), e faz parte de uma série de ações que buscam estimular o pertencimento cultural e impulsionar a economia de base comunitária nos municípios da Rota Bioceânica.

“Quando o Estado investe na economia criativa, ele está investindo nas mulheres. Está dando ferramentas reais para que elas tenham liberdade, segurança e voz”, concluiu Luciana Azambuja.

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