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sábado, 7 de novembro, 2026

Drones na agricultura: Prática e capacitação auxiliam produtores de Mato Grosso do Sul

Com crescimento da demanda, cuidados são necessários para o manejo na produção, reforça pesquisador.

Uma prática avançada – que já está sendo usada no campo em Mato Grosso do Sul – se tornou destaque na área das plantações de eucalipto. O uso de drones na área agrícola tem sido útil na chamada pulverização aérea, além do controle a formigas-cortadeiras e para o monitoramento na silvicultura, usada para regenerar e efetivar o povoamento florestal.

Para isso, a realização de diversos estudos na área, que tem cada vez mais crescido no mercado é fundamental; isso é o que explica o pesquisador da Fundação MS, André Lourenção, que aposta em uma “ferramenta de soma” que não deverá substituir completamente o pulverizador, como exemplo, mas sim funcionar em conjunto, onde deve ganhar o mercado cada vez mais, com equipamentos maiores, mais modernos e eficientes, tomando um caminho completamente promissor nesse setor.

Lourenção completa que a utilização do drone ganhou mais espaço devido a uma demanda real, onde é nesse momento que o equipamento deve ganhar com intensidade o mercado especializado. “O drone é um equipamento mais leve, inclusive financeiramente. Mas é preciso avaliar se ele consegue ter eficiência tão boa quanto um pulverizador, então ainda faltam alguns dados, mas já tem muita gente usando. A Fundação MS utiliza em várias de nossas áreas, então não há dúvidas de que vai aumentar muito esse mercado”, apontou o pesquisador durante a 27° Showtec, realizada em Maracaju–MS.

Apesar do lado positivo, o equipamento também deve exigir mais dos agricultores, isso em razões de treinamento para trabalhar com o mecanismo, explica Lourenção. “Seja uma aeronave agrícola ou um autopropelido, todos têm as mesmas exigências. É preciso verificar peso, calibração, a questão do preparo de calda para uma aplicação com drone, a sequência de misturas, o entendimento dos tipos de produtos, do posicionamento dos produtos, para que eu faça uma pré-mistura que não gere uma incompatibilidade entre o abastecimento e a aplicação”, tudo isso precisa ser levado em conta”. Tal exigência é necessária, para que o equipamento possa ter seu êxito na aplicação de sua função.

CAPACITAÇÃO É APLICADA PARA PARTICIPANTES EM ÁREAS DO “VALE DA CELULOSE”

Visando o crescimento da área na região conhecida como o “Vale da Celulose”, empresas especializadas e atuantes na área florestal em Mato Grosso do Sul têm aplicado, para os cidadãos de regiões onde atuam, alguns treinamentos com drones projetando a qualificação e assim, possuir uma “mão de obra” local.

Uma dessas empresas, a MS Florestal aplicou – em março deste ano, uma capacitação gratuita sobre o uso de drones nas atividades do chamado “foto monitoramento”, apresentando diversas vertentes das atuações da ferramenta no mercado, como na pulverização; controle de formigas-cortadeiras; monitorar pragas e doenças e combate a incêndios. Com uma carga de aproximadamente 8 horas diárias de curso, seus participantes obtiveram treinamentos teóricos, aprendizado sobre o funcionamento básico do equipamento, linhas de atuação e segurança de voo, além de simularem virtualmente o uso.

Roberta Luiza Saldanha Pinto, que é supervisora de treinamentos da MS Florestal, reforça sobre essa qualificação, e de sua aplicação. “O drone que utilizamos e as instruções que fornecemos neste treinamento são básicos para qualquer outro tipo de drone utilizado em outras operações, como drones agrícolas na pulverização de produtos, além do monitoramento na silvicultura.”

Já Marcus Sad, gerente do departamento de Desenvolvimento Operacional da empresa, reforça que é de grande importância a qualificação, principalmente em um futuro emprego na área, ascendente no seguimento agropecuário. “Temos crescentes oportunidades com o uso de drones em diversas áreas da operação, e no segmento do agro na totalidade. Uma pessoa com um treinamento como este, com a devida certificação, é muito valiosa para o mercado de trabalho, o que também reforça nossa responsabilidade em proporcionar oportunidades de crescimento e desenvolvimento para as comunidades locais”. As instruções foram realizadas nos municípios de Bataguassu–MS e Água Clara–MS durante os dias 06 e 07 de março, em parceria com as prefeituras locais.

Alessandro Oliva Coelho, produtor rural e presidente do Sindicato Rural de Campo Grande (SRCC) tem como positivo o uso de drones em pulverização. Em prática já há 2 anos, reforça que sua aplicação é mais eficiente, além de ser mais seguro para seus aplicadores. “Essa tecnologia veio para ficar (…) evita que você tenha um trator para deslocamento, que é um custo extremamente alto, você pode transportar de uma propriedade para outra usando uma caminhonete, ele é muito mais eficiente na aplicação de insumos, diminui a necessidade da preparação de caldas… eu tive o acompanhamento de um agrônomo que têm desenvolvido algumas bulas específicas, tendo em vista que eu consigo usar menos produto para ter o mesmo resultado, nisso é necessário tomar um pouco de cuidado, mas ele é muito eficiente.”

A facilidade de sua operação, também utilizada no caso de identificar invasores, animais e humanos, também traz um retorno rápido, chegando a alcançar números positivos somente em uma única colheita. Esse resultado se deve pelo fato da prevenção de grandes perdas, aliadas à consequência da incorporação de um plano de ação, possibilitando uma fácil gestão, representando uma economia e, acima de tudo, agilizando algumas decisões. O uso dos drones também garante uma intervenção rápida, principalmente para contribuir no desenvolvimento da produção na área em que foi aplicado.

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