Geral – 18/07/2012 – 09:07
A análise da qualidade e da durabilidade da tinta utilizada na sinalização de trânsito pode ser confiada aos técnicos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) pelas prefeituras de Campo Grande e Dourados. A solução, para acabar com o problema de desgaste da pintura das faixas e sinais horizontais, foi levantada pelo vereador campograndense Alex (PT) e começou a ser discutida com o diretor-presidente da Agência Municipal de Trânsito (Agetran), Rudel Trindade Filho, e o coordenador do Curso de Química da UFMS, professor Amílcar Machulek Jr.
Ao tomar conhecimento dessa iniciativa, o diretor da Agetran de Dourados, Nelson Almirão, manifestou o interesse de inteirar-se sobre os detalhes da viabilidade e das vantagens do convênio. Nesta terça-feira, 17, Alex, Rudel e Almirão se reuniram em Campo Grande para definir os próximos passos no sentido de concluir a fase de avaliações e ajustar os termos do convênio, que só pode ser celebrado depois que for encerrado o movimento grevista da Universidade.
Para Alex, além do reforço a um item de segurança no trânsito, a medida traz e fortalece a presença da universidade no cotidiano das cidades. “A pintura de um sinal de trânsito precisa ser boa, ter durabilidade e qualidade, pois seu desgaste cria ameaças a pedestres e condutores. A UFMS, que tem um corpo técnico gabaritado, também quer e precisa aprofundar sua inserção na vida da população, fazer parte ativa de todos Oe mecanismos de funcionamento das cidades”, afirma.
O vereador acredita que se o convênio da sinalização for concretizado, outras áreas podem ser contempladas pelos técnicos universitários e mais cidades vão buscar a parceria com as universidades. “Campo Grande e Dourados estão tratando agora de uma questão específica, a sinalização. Porém, há outras demandas que podem ser atendidas com o mesmo tipo de articulação”, salientou.
Para Almirão, o importante é consolidar mecanismos de baixo custo, alta qualidade e precisão, como demonstra a proposta do vereador Alex. “Dourados tem essa demanda séria no seu crescimento, pois aumenta a população e surgem novas ruas. Com isso, o trânsito impõe a necessidade de novas e sólidas estruturas de segurança. E não há segurança quando a sinalização está gasta ou desparece”, enfatizou. “Existe interesse da Prefeitura em conhecer detalhadamente todo o processo de avaliação e análise, assim como de encaminhar a solução, desde que comprovada sua viabilidade”, completou.
Almirão destacou a existência de outros dois fatores que exigem mudanças na sinalização do trânsito douradense: a distância, pois a empresa que fornece a tinta está em São Paulo, e a terra vermelha, marca do solo douradense, que acelera o desgaste e prejudica a visibilidade das pinturas. “Falta só acabar a greve na Universidade para que possamos, enfim, ajustar efetivamente os termos do convênio”, acrescentou Alex.
Fonte: Ms notícias


