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Domingo (19-02), “um dia com 25 horas”

17/02/2017 – Atualizado em 17/02/2017

À meia-noite desse sábado (18), relógios devem ser atrasados em uma hora

Por: Gil Nei Silva da redação

O horário de verão, que teve início em outubro de 2016, termina nesse fim de semana no Distrito Federal e outros dez estados. À meia-noite de sábado, dia 18, para domingo, 19 de fevereiro, os relógios devem ser atrasados em uma hora.

Ao contrário da entrada do horário, que rouba os 60 minutos e deixa as pessoas sonolentas, cansadas e irritadas por uns dias, a saída proporciona um dia mais longo, com 25 horas.

Segundo especialistas do sono, é um bom momento para as pessoas aproveitarem o ganho de tempo e colocar projetos e metas em dia, já que a mudança proporciona uma sensação de mais disposição e os efeitos no organismo são menos sentidos do que na entrada do horário de verão.

Na temporada 2016/2017, A economia proporcionada nesse período será menor que a verificada no ano passado. Segundo o governo, a previsão é uma redução de R$ 147,5 milhões com gastos em energia. No ano anterior –durante o período de outubro de 2015 a fevereiro de 2016–, a economia foi de R$ 162 milhões em geração e transmissão nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, mais o Distrito Federal.

Nos últimos 15 anos, a economia chegou a 39.327 MW em todo o Brasil, conforme levantamento obtido junto ao Operador Nacional do Sistema (ONS).

A medida, adotada no Brasil desde 1931, tem como objetivo diminuir o consumo de energia durante os horários de pico, das 18:00 às 21:h, nesse período aproveita-se mais a luz natural e a geração de energia apresenta uma redução no custo. A determinação do governo mexe com a saúde dos brasileiros e há quem aprove e desaprove.
O deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC) quer acabar com essa rotina de mudança no horário anualmente. Ele apresentou um Projeto de lei que tramita na Câmara desde 2007 visando proibir definitivamente a adoção do horário de verão.

Neste ano, o deputado voltou a reapresentar a matéria, que está na Comissão de Seguridade Social e Família, mas não tem data para ser votada.

Para o parlamentar, a economia alegada pelo governo, para justificar o horário de verão, é irrisória diante dos prejuízos causados pela alteração do relógio. Segundo Valdir Colatto, o horário de verão afeta negativamente a maior parte da população, faz mal à saúde e aumenta o número de acidentes causados por fadiga, confusão de raciocínio e irritabilidade.

Além da Comissão de Seguridade Social e Família, o projeto precisa passar ainda por outras duas para ser aprovado: a de Minas e Energia e a de Constituição e Justiça. Se for aprovado, pode ser enviado diretamente ao Senado, sem passar pelo Plenário da Câmara.

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