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Dólar tem 6ª queda seguida por otimismo com crise europeia

Geral – 24/01/2012 – 10:01

O dólar engatou a sexta queda seguida ante o real nesta segunda-feira, num movimento que refletiu a fraqueza da moeda no exterior em meio ao alívio nos temores relacionados à zona do euro. A divisa americana fechou em baixa de 0,40%, para R$ 1,7522 na venda, renovando a mínima desde 11 de novembro, quando a cotação terminou em R$ 1,7439 na venda.

A série de quedas – na qual a moeda já perdeu 2,12% – é a maior desde o final de novembro e início de dezembro, quando o dólar também caiu seis dias seguidos. No acumulado do ano, a taxa de câmbio já recuou 6,22%.

Dois operadores consultados pela Reuters voltaram a atribuir a queda da moeda desta segunda-feira ao tom positivo no cenário internacional, com investidores esperançosos de que a Grécia chegue a um acordo com credores privados para evitar um temido calote de sua dívida.

Ante uma cesta de divisas, o dólar cedia cerca de 0,50% no final da tarde, ao mesmo tempo que o euro saltava mais de 1%, em torno de US$ 1,30, maior valor em quase três semanas. Os ministros das Finanças da zona do euro devem decidir no final desta segunda-feira que termos da reestruturação da dívida grega aceitarão como parte de um segundo resgate a Atenas.

O ministro das Finanças da França, François Baroin, acompanhado de seu contraparte alemão, Wolfgang Schaeuble, afirmou que um acordo entre investidores do setor privado para reduzir a dívida da Grécia está “tomando forma”, mas que Atenas precisa manter suas promessas de reforma para garantir um novo programa de ajuda externa e evitar a bancarrota em março.

O ministro francês citou sinais de “certa estabilização” na economia em crise da zona do euro, uma opinião ecoada pelo presidente do banco central alemão, Jens Weidmann, e pelo presidente do BC francês, Christian Noyer, também presente na entrevista.

O gerente de câmbio de um banco nacional lembrou que a trégua nas preocupações com a economia global tem levado investidores a redirecionarem recursos para países considerados estáveis e com elevados rendimentos, como o Brasil. “O Brasil voltou a ser a bola da vez. Um juro acima de 10% e uma economia estável como a nossa você não encontra em qualquer lugar”, afirmou.

Mesmo em queda, a taxa básica de juros brasileira, atualmente em 10,5% ao ano, é uma das maiores do mundo, contrastando com rendimentos perto de zero nos Estados Unidos, zona do euro e Japão. O profissional pondera, no entanto, que da mesma forma a melhora no sentimento externo está jogando contra o dólar, um eventual aumento da aversão a risco pode dar força novamente à moeda.

“E nós aqui estamos muito atrelados aos acontecimentos lá fora. Se houver uma notícia ruim, o pessoal pode tirar dinheiro daqui para cobrir perdas lá fora, o que tende a elevar o dólar.” Nos últimos dias, o País tem recebido dólares. Na segunda semana de janeiro, por exemplo, foram quase US$ 4 bilhões, segundo os dados mais recentes do Banco Central.

Fonte: G1

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