22/07/2013 – Atualizado em 22/07/2013
Por: MS Noticias
A presidenta Dilma Rousseff encaminhou ontem uma carta ao diretório nacional do PT defendendo a realização de um plebiscito para consultar a população sobre a reforma política. No documento de quatro páginas, ela diz ainda que, ao lado do ex-presidente Lula, está “ouvindo a voz das ruas”.
Segundo Dilma, atender às diversas demandas levantadas pelo povo nas ruas é um desafio histórico. Ela também destacou os avanços sociais dos governos petistas no comando do país. “Exigem [os brasileiros] de nós a aceleração e o aprofundamento das mudanças que iniciamos há dez anos. Questionam, sobretudo, os limites e os graves problemas da nossa democracia representativa.
Eles querem um novo sistema político, mais transparente, mais oxigenado e mais aberto à participação popular, que só a reforma política balizada pela opinião das ruas, por meio de um plebiscito, poderia criar. Mais do que tudo, eles querem ser ouvidos e participar”, afirma.
A carta é uma justificativa pela sua ausência em uma reunião do diretório nacional do PT, realizada ontem em Brasília. Dilma era a convidada de honra do evento, mas somente ontem ela comunicou ao partido que não participaria do encontro porque se reuniria hoje com ministros para discutir a visita do papa Francisco ao Rio de Janeiro na próxima semana. “Infelizmente não poderei estar presente nesse importante encontro. […] A vinda do papa Francisco, que está tão próxima, me impõe deveres aos quais eu não posso faltar”, justifica. O diretório está reunido para discutir a conjuntura política nacional.
A desistência em cima da hora irritou petistas, principalmente o ex-ministro José Dirceu, condenado pelo Supremo Tribunal Federal pelos crimes cometidos no mensalão. Ele chegou a pressionar o partido para que fizesse um apelo público pelo comparecimento da presidenta.
Para amenizar a situação, Dilma aproveitou a carta para fazer elogios ao partido e disse que não é possível construir um Brasil “efetivamente” novo sem a presença do PT. “Sei que podemos contar com o nosso partido para acolher essa energia renovadora que vem das ruas e impulsioná-la para revolucionar o Brasil e sua democracia”, diz.
Em Mato Grosso do Sul, reforma divide aliados de Dilma
Os deputados da base aliada à presidente Dilma Rousseff (PT) no Estado dividem opiniões sobre os critérios abordados pela reforma política. O principal ponto de discordância é re-eleição. Para os deputados do PMDB. deveria ser incluso no projeto o fim da re-eleição.
Para o deputado estadual Junior Mochi, líder da bancada peemedebista, além de acabar com a re-eleição, deveria ser votado o mandato de seis anos. “Acabar com a re-eleição ajuda a oxigenar a política nacional e certamente fará com que os políticos trabalhem mais”, afirma. Outro ponto defendido Mochi é o financiamento público de campanhas eleitorais. “Com isso, certamente vamos reduzir a corrupção, pois nenhum político irá depender da ajuda de instituições privadas”, declarou Mochi.



