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Detento se passa por padre e médico e arranca R$ 25 mil de vítimas

11/06/2013 – Atualizado em 11/06/2013

Detento se passa por padre e médico e arranca R$ 25 mil de vítimas

Por: G1/MS.

A Polícia Civil investiga um homem de 34 anos, detento do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, suspeito de aplicar golpes, por telefone, em famílias de pacientes internados em clínicas e hospitais da capital.

De acordo com a investigação, Valfrido Gonzales Filho se passava por médico e até por padre, conseguindo dinheiro das vítimas. A estimativa é que ele tenha recebido aproximadamente R$ 25 mil.

O suspeito prestou depoimento nesta terça-feira (11), na 1ª delegacia de Polícia Civil. Ele negou todas as acusações, mas segundo o delegado Wellington de Oliveira, ele confessou os crimes durante o depoimento.

A polícia chegou até ele após denúncias de clínicas,hospitais e de familiares de pacientes internados nas instituições.

Oliveira disse que o detento estava praticando os golpes há cerca de 10 dias. De acordo com a polícia, ele usava o celular para fazer ligações, de dentro do presídio, para hospitais e clínicas. O suspeito se identificava como padre ou como médico e tentava conseguir informações sobre pacientes em estado grave ou que tinham passado por cirurgia recentemente.

Quando se passava por padre, dizia aos funcionários da clínica que queria fazer a unção dos enfermos (rito cristão para enfermos graves) e pedia informações sobre o quadro clínico, além do contato dos familiares do paciente para ter essa autorização.

Segundo a polícia, após conseguir o contato, o suspeito ligava para os familiares do paciente e dizia que era médico. Gonzales, de acordo com o delegado, explicava que a pessoa teria que ser submetida a outra cirurgia, ou exames que o convênio não cobria. Depois disso, o suspeito pedia dinheiro e orientava que o depósito deveria ser feito em diversas contas bancárias.
Conforme Oliveira, ele até negociava com a família do paciente e dizia que conseguia desconto nos preços. A polícia descobriu cinco casos de estelionato e uma tentativa. O suspeito recebeu cerca de R$ 25 mil com os golpes.

Denúncias

A polícia recebeu as primeiras denúncias no dia 29 de maio. O suspeito foi identificado depois que uma das contas bancárias repassadas às vítimas foi rastreada pela polícia. “Descobrimos que a conta era do familiar de um detento que estava na mesma cela que ele”, explicou Oliveira.

Em um dos golpes, o suspeito chegou a receber R$ 16 mil em depósitos. Segundo a Polícia Civil, o homem está preso desde agosto de 2012, quando foi condenado por estelionato. Em junho daquele ano, conforme dados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), ele havia perdido o benefício da regressão do regime, por falta grave.

Suspeito aplicava golpes, por telefone, em famílias de pacientes internados em clínicas e hospitais da capital.

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