Geral – 16/08/2012 – 11:08
O Ministério Público vai convocar uma das babás que trabalhavam na casa dos Matsunaga para prestar novo depoimento. De acordo com uma testemunha, a funcionária pode saber mais sobre o crime do que contou para a polícia.
O Jornal da Record teve acesso ao processo contra Elize Matsunaga, a mulher que há três meses matou e esquartejou o marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga.
A única pessoa que entrou no apartamento, poucas horas após o crime, foi a babá. Ela prestou um breve depoimento à polícia e disse que não percebeu nada de anormal no apartamento e nem no comportamento de Elize. Ela afirmou ainda que só soube do crime um dia depois do ocorrido.
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A babá compareceu à delegacia que investiga o caso acompanhada do mesmo advogado que defende Elize Matsunaga. A versão contada por ela tem contradições, se comparada com um outro depoimento que consta no processo. Uma conhecida da família Matsunaga contou que esteve na manhã seguinte ao crime no prédio onde morava o casal e achou que a babá estava nervosa.
No depoimento, contou que o porteiro, pelo interfone, tentou falar na residência, mas ninguém atendeu. A mulher então fez uma tentativa para o telefone celular e foi a babá quem atendeu, nervosa, desligou em seguida. A mulher então insistiu pelo interfone do prédio; mais uma vez, quem atendeu foi a babá.
Quando confessou o crime, Elize Matsunaga disse ter matado e esquartejado o marido após uma discussão e que fez tudo sozinha. Ao sair do apartamento com o corpo do marido, dentro de malas de viagem, deixou a filha com essa mesma babá.
A investigação do caso ainda gera suspeita sobre a versão de Elize. Segundo o promotor que acompanha o caso, José Carlos Cosenzo, Elize pode ter tido ajuda para sumir com o corpo.
O promotor afirma ainda que Elize premeditou o assassinato e a ocultação do corpo de Matsunaga. No julgamento, vai tentar desfazer a versão de Elize, de que foi um crime passional. Para ele, o interesse de Elize Matsunaga era manter o padrão de vida que tinha.
— Ela perderia todo o patrimônio. Se transformaria numa mulher que vai lutar com a vida. Eu não digo uma mulher pobre, mas uma mulher comum. E perto do status em que ela estava vivendo, seria um desastre para ela.
Fonte: Do R7, com Jornal da Record


