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sexta-feira, 2 de janeiro, 2026

Dentes humanos foram encontrados na estátua de Jesus

16/08/2014 – Atualizado em 16/08/2014

Surpreendente: Dentes humanos foram encontrados na boca de estátua de Jesus, com 300 anos, após exames de raios-X

Por: Jornal Ciencia

Os oito dentes foram descobertos quando os pesquisadores utilizaram o raio-X como parte do trabalho de restauro do “Senhor da Paciência” – nome dado à estátua -, construída no século 18, de acordo com pesquisas.

Os dentes, que são perfeitamente formados por todo o caminho até a raiz, acredita-se que foram doados por fiéis. Eles podem ser vistos entre os lábios ligeiramente entreabertos da figura.

A restauradora de arte, Fanny Unikel, do Instituto Nacional de Antropologia e História, onde a restauração estava sendo realizada, disse que é comum as estátuas mexicanas mais antigas possuírem dentes, porém, não dessa forma. “É comum que as estátuas possuam dentes, mas eles normalmente são feitos de madeira ou esculpidos individualmente fora do osso. Neste caso, ele tem oito dentes adultos. Você pode até mesmo ver as raízes”, disse.

O ícone de pouco menos de 1 metro de altura, retrata Cristo ferido, porém com um ar paciente e tranquilo, descansando durante a Paixão. A estátua está localizada em uma igreja de San Bartolo Cuautlalpan, uma cidade de 10 mil habitantes, cerca de 48 quilômetros ao norte da Cidade do México.

Unikel, que também faz parte da Escola Nacional de Conservação, Restauração e Museologia do México, disse que os dentes foram, provavelmente, doados por gratidão, ou como uma forma de se aproximar da figura religiosa. Ela acrescentou que é historicamente comum para os paroquianos, doarem roupas ou seu próprio cabelo para fazerem perucas para santos.

Unikel disse que o ‘Senhor da Paciência’, está muito bem preservado. “A escultura é sempre bem armazenada. Ele só sai da igreja durante a Semana Santa, quando desfila pela cidade”.

Nas comunidades rurais do México, é comum se deparar com figuras pelas ruas em feriados, geralmente seguidas por um desfile comemorativo.

Durante o trabalho de restauração, Unikel e sua equipe também descobriram matizes de verde e vermelho-sangue na estátua, que pode ser da pintura original, que mais tarde foi escondida por um “retoque bege moderno”.

“A comunidade realmente gosta dele, e isso pode ser visto na base da escultura, onde existem diferentes camadas de vários tons de tinta. Isso mostra que eles queriam presenteá-lo com dignidade”, finalizou Unikel.

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