Abusos praticados pelo suspeito seriam recentes, segundo Avelino Rafael, onde a criança foi devolvida se queixando de dores à seus familiares.
Após a suspeita de abuso sexual de uma criança de 8 anos praticado por um pastor sensibilizar a população de Brasilândia (MS) e região, o titular da Polícia Civil do município, Avelino Rafael explicou à respeito dos trabalhos investigativos realizados, além dos procedimentos feitos para chegar a prisão do autor do crime em Três Lagoas.
Em entrevista à Fábio Campos, da “Ronda Policial” da Caçula FM, Avelino falou que o crime chegou ao conhecimento da Polícia Civil após a mãe da vítima ir até a DP em conjunto com o Conselho Tutelar relatando que a criança passou alguns dias com esses supostos “tios” de consideração em Três Lagoas, moradores do Jardim das Hortênsias, onde devolveram a criança para a família, que se queixava de dores e querendo voltar para seus parentes.
Ao perceber que a menor não estava bem, sua mãe lhe levou ao hospital, onde o médico de plantão constatou algumas lesões na região genital, além do rompimento do hímen, e diante da desconfiança, acionou o Conselho Tutelar. Durante as investigações realizadas, o suposto “tio” foi ouvido, e com os indícios suficientes, foi feita a representação da prisão preventiva deste homem, além da apreensão dos aparelhos celulares dos suspeitos, que vão agora à Perícia.
Já a suposta “tia” dessa criança, segundo o delegado, tinha conhecimento do fato, o que a mesma negou após indagação do titular da Polícia Civil. Ainda segundo Avelino, os acusados não possuíam qualquer relação familiar com a vítima, além de terem sido omissos com a menor, pelo fato dela não estar se alimentando direito, optando em a devolver para sua mãe.
Os abusos também, segundo o delegado, seriam recentes, o que teria motivado a criança à não querer mais estar com os suspeitos. Agora, com o suposto pastor preso, o inquérito será concluído em até 10 dias, onde serão analisados os laudos médicos, além de indagar a médica que atendeu a jovem, que ficou cerca de sete dias hospitalizada, e outras testemunhas serão ouvidas, já que o acusado se nega a prestar mais esclarecimentos, porém mesmo assim, continuará preso preventivamente.


