Igor Duarte Souza explicou como a Polícia Civil transformou o caso de desaparecimento em investigação de homicídio e ocultação de cadáver
O delegado Igor Duarte Souza, titular da Delegacia de Polícia de Inocência, detalhou os passos da investigação que terminou com a localização do corpo da três-lagoense Izabele Cristine da Silva Santos, de 30 anos, encontrada enterrada no município nesta quinta-feira, 27, após cerca de sete meses desaparecida.
Segundo o delegado, o caso começou sendo tratado como um desaparecimento de pessoa. O registro da ocorrência foi feito em fevereiro deste ano, e as primeiras diligências foram realizadas a partir das informações disponíveis naquele momento.
Com o avanço das investigações, porém, policiais da Seção de Investigações Gerais (SIG) de Três Lagoas levantaram informações que apontavam para a possibilidade de uma agressão contra Izabele em Inocência. “Quando as informações do caso foram encaminhadas para a Delegacia de Inocência, a investigação passou a trabalhar com a possibilidade de homicídio e ocultação de cadáver”, explicou o delegado.
A partir disso, a equipe iniciou uma série de diligências, incluindo a coleta de depoimentos, levantamento de informações e trabalho de inteligência. Conforme Igor Duarte, os elementos reunidos permitiram à Polícia Civil representar pela prisão temporária de duas suspeitas.
Os pedidos foram analisados pela Justiça e os mandados foram cumpridos na quarta-feira, 26. Uma das suspeitas foi localizada em Campo Grande, por equipes da Delegacia de Inocência, com apoio do Garras. A outra foi encontrada em Cuiabá, no Mato Grosso, com apoio da Polícia Civil daquele Estado.
De acordo com o delegado, após as prisões, novos elementos foram obtidos durante os interrogatórios e demais diligências realizadas pela equipe. Com o cruzamento dessas informações, os investigadores conseguiram chegar ao possível local onde o corpo havia sido enterrado.
As buscas foram realizadas na quinta-feira, com apoio da Prefeitura de Inocência, e resultaram na localização do corpo de Izabele. O cadáver foi retirado do local e encaminhado para o serviço médico-legal de Dourados, onde deverá passar por exames e perícias que poderão ajudar a esclarecer a causa e as circunstâncias da morte.
Apesar da localização do corpo e das prisões, o delegado ressaltou que o trabalho policial ainda não foi concluído. Segundo o delegado, a investigação possui elementos que podem indicar o envolvimento de outras pessoas no crime. Agora, a Polícia Civil trabalha para identificar e individualizar a participação de cada possível envolvido.
A Polícia Civil mantém o caso sob sigilo e informou que novas informações serão divulgadas somente no momento adequado, para não prejudicar o andamento das investigações.
As duas mulheres presas temporariamente permanecem à disposição da Justiça. O caso é investigado, inicialmente, como homicídio e ocultação de cadáver, mas a classificação poderá sofrer alterações conforme o avanço das diligências e a conclusão dos exames periciais.
A investigação reúne equipes da Delegacia de Inocência, SIG de Três Lagoas, Garras e Polícia Civil de Mato Grosso.


