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quarta-feira, 1 de julho, 2026

Delegado afirma que bebê foi tatuado com agulha e tinta

01/04/2014 – Atualizado em 01/04/2014

Mãe teria tentado tirar o desenho com ácido; ela nega o crime e diz que filho sofreu um acidente

Por: R7

A versão contada por Luciene Ramos Lima, de 24 anos, a mãe suspeita de tatuar o próprio filho, de apenas um ano e nove meses, e depois tentar tirar o desenho com ácido, não convenceu a polícia. A jovem disse que o ferimento foi causado por um acidente com moto.

Para o delegado Roberto Veran, da 2ª Delegacia Regional de Betim, a tatuagem feita na perna do garoto é “evidente” e “bem clara”.

— Foi feita de forma rudimentar, mas com agulha e tinta.

significado do desenho, um coração e as iniciais Y.A.S., ainda é um mistério para a polícia, que também não sabe quem foi o responsável pela tatuagem.

A perícia feita pela Polícia Civil confirmou que um produto químico foi usado na tentativa de tirar a tinta da perna da criança. Os exames ainda mostraram outros ferimentos no corpo do menino, aumentando a suspeita que ele era vítima de maus-tratos constantemente.

Em entrevista à Record Minas, Luciene disse que o desenho, as letras e as marcas apareceram quando o garoto tentou subir na moto de um tio e se queimou no escapamento.

— Não fiz tattoo nenhuma, foi um acidente que aconteceu com minha criança. Eu estava trabalhando quando minha mãe ligou e disse que tinha acontecido um acidente por ele subir na motocicleta. Meu tio tinha acabado de chegar, a moto estava quente, e ele tentou subir, se queimou, ficaram aquelas marcas daquelas letras nas pernas dele.

Ela nega ter fugido e rejeita a agressão.

— Eu sei que não fiz isso com meu filho, essa situação que todos estão pensando. Estão achando que eu sou uma mãe má, mas eu não sou. Não bati em ninguém. Eu não estava foragida. Eu levei ele no posto, mas cheguei atrasada e lá não tinha condição. Só consegui a pomada para passar na perna dele e pedi pro meu tio levar ao hospital.

Presa no último sábado (19) depois de ficar quase duas semanas foragida, Luciene foi encaminhada ao Presídio Feminino Estevão Pinto. Ela vai responder pelo crime de tortura e pode pegar até oito anos de prisão.

Foto: Reprodução

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