31/08/2018 09h07
Por: Laís Eger Penha / Por Correio do Estado
O Ministério Público Federal (MPF) rejeitou o pedido de delação premiada do ex-assessor do Juiz Odilon de Oliveira, candidato a Governador de Mato Grosso do Sul, Jedeão de Oliveira, por entender que não “havia provas suficientes na denúncia”. O bacharel em direito Jedeão de Oliveira, 49, foi braço direito do Juiz por 22 anos e afirmou que o magistrado concedia à Polícia Federal autorizações genéricas de interceptações telefônicas, o que abria espaço para gravações clandestinas.
De acordo com o MPF, o advogado de Jedeão, procurou o Ministério em julho passado com a intenção de firmar acordo de colaboração premiada no âmbito de uma ação em que Jedeão era réu. No entanto, após a análise das informações, o MPF concluiu que não havia provas para acordo e o advogado foi informado disso no mesmo mês. O advogado foi orientado a voltar a procurar o MPF caso o réu tivesse novos elementos a serem analisados, mas isso não ocorreu.
No entanto, o MPF afirma que embora não houvesse elementos para a delação premiada, será analisado a denúncia apresentada por Jedeão para verificar se haverá investigação sobre o caso.



