Geral – 06/08/2012 – 16:08
Após a pausa do fim de semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) retomou às 14h30 desta segunda-feira (6) o julgamento do mensalão, que entra em seu terceiro dia, com a defesa do ex-ministro José Dirceu, feita pelo advogado José Luís Oliveira Lima.
Pouco antes de começar a sessão de hoje, o advogado de Dirceu afirmou que o pedido do procurador-geral, Roberto Gurgel, pela condenação do ex-ministro é uma afronta à Constituição. “Pedir a condenação [de José Dirceu] é a mais atrevida e escandalosa afronta à Constituição.”
O advogado refere-se a uma declaração de Gurgel, na última sexta-feira (3), sobre o mensalão ter sido “o mais atrevido e escandaloso caso de corrupção do Brasil.” Segundo a defesa, não há evidências nem provas que comprovem a existência do mensalão e tampouco a participação de Dirceu no suposto esquema.
Depois da defesa de Dirceu, os próximos a serem defendidos pelos advogados são José Genoino, Delúbio Soares e Marcos Valério. Será ouvida ainda a defesa de Ramon Hollerbach, sócio de Marcos Valério. A sessão deve durar até as 19h. Cada defesa terá uma hora para fazer a sustentação oral.
A segunda defesa a falar, segundo a programação, será a de José Genoino, que deve afirmar que ele não negociou com Marcos Valério ou seu grupo, nem com o Banco Rural.
Ainda pela programação, as apresentações seguintes serão das defesas de Delúbio Soares (que deve negar que o dinheiro dos empréstimos de Marcos Valério servisse para operar o mensalão); Marcos Valério (que deve alegar que ele não sabia do esquema de compra de votos de parlamentares); e Ramon Hollerbach, sócio de Marcos Valério (que deve afirmar que ele não estava envolvido no esquema do mensalão).
Para o jurista Marcelo Figueiredo, que acompanhou o segundo dia do julgamento do mensalão na redação do UOL, a defesa dos réus deve se apoiar na complexidade dos três núcleos do esquema para desenvolver sua estratégia: o financeiro, o político e o operacional. “Cada um vai procurar excluir a associação com o outro grupo”, opinou o diretor da Faculdade de Direito da PUC-SP.
Fonte: Midiamax


