O curta-metragem Corpo Negro, lançado no dia 1º de abril, aborda as desigualdades raciais enfrentadas por pessoas negras no atendimento médico, como diagnóstico tardio, erros médicos e dificuldades de acesso a exames. A exibição do filme foi seguida de uma mesa redonda no Cinema Estação, no Rio de Janeiro. Disponível online, o filme acompanha a jornada de um homem negro que enfrenta a indiferença de profissionais de saúde.
Dirigido por Nany Oliveira, o filme faz parte do projeto Mediversidade, promovido pelos Institutos Idomed e Yduqs, com o objetivo de promover mais diversidade no ensino médico. O projeto propõe ações em instituições educacionais, como Estácio e Ibmec, para adotar práticas inclusivas.
Estudos revelam dados alarmantes sobre a desigualdade no atendimento médico. Em 2018, uma pesquisa da UERJ mostrou que mulheres negras têm o dobro de chances de receber um diagnóstico tardio de câncer de mama. Outro estudo, de 2023, indicou que pacientes negros têm mais chances de serem hospitalizados por erro médico, especialmente no Sudeste e Nordeste. Além disso, dados do Ministério da Saúde e da Fiocruz apontaram que a mortalidade materna entre mulheres negras é mais que o dobro da observada em mulheres brancas.
O filme também destaca dados sobre a demora nas consultas para pessoas brancas e a sub-representação de profissionais negros na medicina, com apenas 2,8% dos graduados em Medicina se declarando negros, segundo o Censo de 2022.
Como resposta a esse cenário, o projeto Mediversidade propõe ações como cursos de letramento étnico-racial, ampliação de vagas afirmativas, revisão curricular e a inclusão de mais pesquisas focadas em diversidade.
Com informações Agência Brasil


