O caso que envolveu a morte da menina de 10 anos vem sendo acompanhado de perto pela Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul e a Subseção de Três Lagoas
24/03/2020 07h33
Por: Patrícia Fernandes com informações do site Midia Max
TRÊS LAGOAS (MS) – Um crime bárbaro que aconteceu neste sábado (21), na cidade de Brasilândia (MS), que chocou todo o País. Uma mãe que praticou o assassinato da própria filha por ciúmes do marido e ainda com a ajuda do filho de 13 anos.
O assassinato da criança cometido pela própria mãe com a ajuda do irmão,um adolescente de 13 anos ganhou repercussão nacional e, neste sentido, atenção da Comissão de Defesa da Criança e Adolescente da OAB/MS e 2ª Subseção de Três Lagoas.
“Acompanhamos de perto esse crime terrível que chocou o nosso Estado e o Brasil na medida em que foi divulgado em toda a mídia. O mundo de hoje está passando por um processo em que a vida, a solidariedade e a fraternidade nunca estiveram tão evidentes, e chegar a ver um crime dessa natureza, com o requinte de crueldade como fora acometido, pela própria mãe da vítima, é inadmissível. A OAB aproveita a ocasião e agradece ao delegado Thiago Passos por todas as informações prestadas e a forma rápida e eficaz com que solucionou o caso”, frisa o advogado Gustavo Gottardi.
O crime
Uma mulher de 30 anos, foi até a delegacia da cidade de Brasilândia durante a noite de sábado (21) para registrar o boletim de ocorrência sobre o desaparecimento de sua filha. Ao mais tardar a mãe ligou para a delegacia informando que teria matado a filha de 10 anos e que iria se entregar.
Após o trabalho das autoridades policiais, o corpo da menina foi localizado próximo ao lixão, com várias lesões que indicavam tortura.
Segundo conta o filho da autora, o adolescente de 13 anos, o crime ocorreu porque a irmã contou que vinha sofrendo abuso sexuais por parte do marido da mãe. Ainda após ser questionado, ele confessou que teria ajudado a mãe, além de estar com arranhões nas pernas, marcas possivelmente causadas pela irmã que tentava se defender.
Conforme a mãe, ela derrubou a filha no chão e a enforcou com um fio elétrico, o adolescente ainda disse que a irmã gritava para não morrer, mas sem ser ouvida, a mãe com a ajuda do adolescente, a mãe colocou a filha ainda viva dentro de um buraco, sendo assim a criança acabou por morrer asfixiada.
A mãe ainda nega a possibilidade de ter matado sua filha por ter reclamado dos abusos sofridos pelo padrasto, alega que foi um momento de raiva. Tanto a mãe, quanto o marido foram ouvidos e presos e o adolescente foi encaminhado para Unidade Educacional de Internação.



