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sábado, 23 de maio, 2026

Criança em estado grave é diagnosticada com virose na UPA e corre risco de vida

12/01/2016 – Atualizado em 12/01/2016

Por: Ana Carolina Kozara com fotos de Rádio Caçula

Roberto de Souza Pires, o pai de uma criança de dois anos, passa por momentos de desespero e incerteza em relação à vida de sua filha desde a última sexta-feira (8), quando iniciou sua peregrinação na saúde pública de Três Lagoas em busca de ajuda para a menina.

O pai da criança conversou com a apresentadora Toninha Campos em seu programa matinal e relatou o descaso no atendimento dos médicos que lhe atenderam na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde levou a menina por três dias seguidos, aguardando em média 8 horas para receber assistência, e em nenhuma das avaliações foi constatada a gravidade do caso da menina.

Roberto nos conta que a cada dia que passava assistia sua filha piorando, sentindo dificuldade para respirar e desenvolvendo bolhas e feridos por todo o corpo, foi quando se cansou de buscar assistência na UPA e arrecadou certa quantia com amigos para pagar por uma consulta particular.

Nesta segunda-feira (11) a criança foi atendida por um médico particular, que após avaliação detalhada diagnosticou um quadro de pneumonia grave e solicitou a internação imediata da criança no Hospital Auxiliadora, onde foi submetida a uma drenagem torácica.

O pai da criança se emociona ao dizer que quando foi atendido pelo médico particular, ele disse que a família teve sorte em procurar ajuda rapidamente, pois se não houvesse intervenção médica urgente a menina poderia morrer em casa.

O quadro que a menina se encontra é grave e precisa ficar internada em uma unidade de terapia intensiva neonatal , e como a cidade de Três Lagoas não dispõe deste serviço a criança precisa ser encaminhada sob o regime “VAGA ZERO” na Santa Casa de Campo Grande em uma ambulância de suporte avançado e acompanhada por um médico.

O transporte que aconteceria na madrugada desta terça-feira (12) por uma ambulância do município não foi realizado por conta de problemas mecânicos da viatura, impossibilitando a viagem naquela unidade.

Roberto nos conta que em nenhum momento funcionários da administração pública lhe procuraram para noticiar que a viagem não poderia ser feita e nem qual procedimento deveria ser tomado para providenciar a remoção da menina para a capital.

Logo após a sua participação ao vivo no programa Toninha Campos, Roberto foi até a defensoria pública, acompanhado pela especialista em saúde Sônia e em contato com o Dr. Olavo foi solicitada um novo laudo médico para ser anexado ao processo que será entregue ao juiz ainda nesta terça-feira (12).

Sônia diz que a norma do SUS (Setor Único de Saúde) determina que em casos deste tipo, quando o município não dispõe de uma unidade de terapia intensiva móvel para realizar o transporte do paciente necessitado, é dever da administração publica providenciar um transporte particular para realizar o translado e arcar com as despesas.

A equipe da Rádio Caçula acompanha o caso.






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