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Cresce para 62,6 mi total de desempregados

03/06/2014 – Atualizado em 03/06/2014

O IBGE não detalha as causas da saída de pessoas da força de trabalho, mas traça seu perfil

Por: FolhaPress/Correio do Estado

O mercado de trabalho, em nível nacional, mostra uma migração forte de pessoas para a inatividade, o que sustenta a queda da taxa de desemprego em baixos patamares.

O contingente de pessoas que deixou o mercado de trabalho no intervalo de um ano (do primeiro trimestre de 2013 para o mesmo período de 2014) cresceu 1,6%. Chegou a 62,6 milhões de pessoas, contra 61,7 milhões de março a janeiro de 2013.

O IBGE não detalha as causas da saída de pessoas da força de trabalho, mas traça seu perfil. São jovens, idosos e mulheres, em sua maioria. Esse retrato, dizem especialistas, indica que são pessoas que não chefiam o lar ou tem uma renda (mais no caso dos idosos) acumulada ou de benefícios sociais que os permite buscar um emprego em tempos mais favoráveis e de maior dinamismo da economia.

O instituto divulgou nesta terça-feira (3) que a taxa de desemprego ficou em 7,1% no primeiro trimestre deste ano, acima dos 6,2% dos últimos três meses de 2013. Divulgados nesta terça-feira (3), os dados são da Pnad Contínua, primeira pesquisa do IBGE sobre mercado de trabalho em todo o país.

O crescimento dos inativos, segundo o IBGE, é significativo. Para Cimar Azeredo Pereira, coordenador de Emprego e Rendimento do IBGE, muitos jovens estão se qualificando para voltarem ao mercado de trabalho.

Não por acaso as faixas de mais elevada taxa de desemprego são jovens (22% para 14 a 17 anos e 15,7% para 18 a 24 anos no primeiro trimestre de 2014) e pessoas que ainda estão na escola (12,7% para ensino médio incompleto).

“São pessoas que ainda estão em formação. Também se vê taxas mais altas do que a média para quem tem o ensino médio completo e o superior incompleto”, disse o coordenador.

O mesmo movimento de saída das pessoas do mercado de trabalho -por opção, quando a renda familiar assim permite, ou desalento diante de oportunidades mais escassas e com menor remuneração, segundo especialistas- é observado também na Pesquisa Mensal de Emprego, restrita às seis principais regiões metropolitanas do país,

A diferença é que, em nível nacional, a taxa de desemprego tem uma “ajuda” da expansão do emprego, ao contrário das maiores metrópoles, onde a ocupação está estagnada neste ano.

De janeiro a março, houve crescimento de 2% do total de pessoas ocupadas frente o mesmo trimestre de 2013, atingindo 91,2 milhões de pessoas. Foram criados 1,8 milhão de postos de trabalho em todo o país. Esse ritmo, porém, já foi mais acelerado e o avanço é quase igual ao crescimento do número de pessoas em idade para trabalhar (14 anos ou mais).

Para analistas, há maior procura por trabalho fora das metrópoles, já que o perfil de rendimento é mais baixo e não há uma “âncora” que permita uma saída mais intensa de pessoas da força de trabalho, sobretudo no Norte e Nordeste. A geração de vagas caminha também melhor. Esse cenário assegura um quadro um pouco melhor do que o metropolitano, pois ainda há aumento do número de empregos em todo o país.

Azeredo Pereira afirma que as pesquisas não são comparáveis, pois a amostra da Pnad Contínua é maior e o questionário tem diferenças.

foto: ilustrativa

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