A queda nacional do consumo de energia se deu por conta da redução das atividades, industriais e comerciais
27/04/2020 14h15
Por: Patrícia Fernandes com informações do Midiamax
MATO GROSSO DO SUL (MS) – O Estado de Mato Grosso do Sul, foi o terceiro com a maior queda no consumo de energia elétrica em todo o país, durante a pandemia. Foi comparado a consumação no período de 1º a 20º de março.
Esse recuo foi equivalente a 18% nos últimos 30 dias, na qual foi o momento da adoção das restrições nas atividades empresariais, esses dados foram informados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.
O Estado ficou apenas atrás do Rio Grande do Sul que obteve o recuo de -30% e de Santa Catarina que obteve -22%, empatando então com o Estado do Paraná que também obteve o recuo de -18%. Já o Estado da grande São Paulo, teve a retratação de 17%.
Sendo considerado então que a maior queda foi registrada no Sul, com 24%, agregando o Sudeste e Centro Oeste que teve o recuo de 13%, o Nordeste com -10% e o Norte com 5%.
Nas quatro semanas após a implementação das ações contra a Covid-19, de 21 de março a 17 de abril, a média de consumo de energia no SIN (Sistema Integrado Nacional) caiu 14% na comparação aos primeiros 20 dias de março.
Os dados da CCEE indicam uma redução de até 18% no chamado ACL (Ambiente de Contratação Livre, no qual o consumidor escolhe o fornecedor de energia), impulsionado pelo baixo consumo nos principais setores da economia que negociam no mercado livre.
No ACR (Ambiente de Contratação Regulada, que foca as distribuidoras), a demanda caiu 13% –o percentual foi menor porque este indicador inclui também o consumo residencial, que vem se mantendo.
O estudo ainda é preliminar, e usa como base de comparação as semanas de 1º a 20 de março. O período posterior às medidas de contenção foi atualizado em relação a estudos anteriores, que consideravam o dia 18 de março como o início da quarentena.
Roraima, por não integrar o SIN, ficou fora do estudo. Por segmento, as indústrias automotivas e têxteis tiveram as maiores quedas no mercado livre: no primeiro, a retração chegou a 65%; atingindo 49% no setor têxtil. O setor de serviços teve recuo de 37%; o de manufaturas, -34%; o de minerais não-metálicos, -23%; o comércio, -16%, e os demais de -8%.




