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quarta-feira, 1 de abril, 2026

Contrariando a população, Vereadores arquivam pedido de Comissão Processante

01/06/2016 – Atualizado em 01/06/2016

Povo promete dar o troco aos vereadores que votaram contra a abertura de CP

Por: Neto e Márcio Ribeiro

Na noite desta terça-feira (31) na Câmara Municipal de Três Lagoas (MS) foi colocado em votação o pedido de formação de Comissão Processante (CP), protocolada na casa de leis pelo jornalista e diretor da Rádio Caçula, Romeu de Campos Júnior.

O pedido se baseia na ação que a Justiça Federal abriu responsabilizando a Prefeita Márcia Moura e a Secretaria municipal de saúde Eliana Brilhante.

Diante dos documentos e provas que compõem a ação na Justiça Federal, o jornalista Romeu de Campos impetrou o pedido de formação da Comissão Processante na Câmara Municipal, haja vista que o processo federal é farto nas provas que apontam para uma improbidade administrativa.

A Comissão Processante visa apurar o mau uso do dinheiro público que resultou em prejuízos na conservação do prédio do SAMU e na manutenção das ambulâncias hoje sucateadas e com prédio impróprio para o uso. Então, como cidadão indignado, o jornalista pediu providências para os vereadores que tem o dever de zelar e fiscalizar o uso do dinheiro público, além de ter que exercer a sua essência, que é a de legislar e fiscalizar em favor do povo.

Na sessão ordinária, com a presença dos 17 vereadores, em votação muito rápida foi negada a formação da Comissão Processante, ou seja, os vereadores optaram por arquivar o pedido de um cidadão três-lagoense. Votaram a favor da abertura da comissão processante os vereadores:

Jorge Martinho

Gil do Jupiá

Idevaldo Claudino

Sirlene

Beto Araújo

O presidente da Câmara Municipal, Jorginho do Gás, não precisou votar então os demais 11 vereadores votaram contra a abertura da Comissão Processante, tirando do povo a possibilidade de apurar as denúncias.

A sessão foi marcada pela presença de grande público, sendo necessária a colocação de cadeiras sobressalentes no recinto e mesmo assim muita gente ficou em pé e outros fora do prédio, sendo que estes ficaram expostos à chuva e assim que o tempo melhorou precisaram se ausentar.

Destacaram-se na plateia os secretários municipais acompanhados de seus servidores, na maioria convocados, que aplaudiu todas as manifestações dos vereadores em defesa da administradora municipal. No entanto, uma pessoa convocada para aplaudir os vereadores da situação, parabenizou a manifestação popular, dizendo que ali imperava a “Lei da Mordaça”, por isso tinha que obedecer.

Houve momentos de manifestação contra os vereadores que se denominam “base da prefeita”. Alguns populares manifestaram contra o voto contrário à formação da Comissão Processante, e ironizaram a esses vereadores que “pedissem votos a população nas próximas eleições”, dando a entender que o povo se lembrará negativamente dos edis que foram contrários ao pedido da comissão.

Cidadãos também reclamaram da presença de seguranças particulares no local. Foram contados ao menos 5 seguranças que ficaram distribuídos em todos os setores da Câmara Municipal, considerada a Casa do Povo. Um cidadão saiu do plenário gritando que o povo não merecia essa desconfiança, pois não se trata de bandido. “nunca teve segurança aqui na Câmara, agora a gente vê esse monte de segurança aí… Vou embora e conclamo aos demais que saiam também”, manifestou, sendo ovacionado em seguida pela maioria do público presente.

O presidente da casa, vereador Jorginho do Gás, justificou a atitude da contratação, informando que tomou a atitude para proteger o “bem público” dado ao anúncio da imprensa, para que a população participasse daquela sessão.

Em um prévio balanço desta ação popular, o que apuramos é que tal petição foi democrática e que por isso não paira nenhuma frustração sobre a negativa do pedido, tampouco ao povo, que também exerceu o seu papel de preservar pelos seus direitos no atendimento adequado no setor de saúde. Assim, parabenizamos a população que esteve representada na Câmara Municipal nesta terça-feira (31).

O pedido de abertura da Comissão Processante foi arquivado por 11 votos a 5. Após a sessão, populares prometeram o troco nas urnas nas próximas eleições.

Plenário da Câmara Municipal

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