24/09/2014 – Atualizado em 24/09/2014
Presidente americano afirmou que nenhuma criança deve ser educada a ter ódio
Por: R7, com agências
O presidente americano, Barack Obama, não poupou palavras para criticar os grupos religiosos radicais, como Al Qaeda e Estado Islâmico, durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta quarta-feira (24).
— Nem Deus perdoa este terror. […] Não pode haver qualquer negociação com este tipo de mal.
O líder pediu ao mundo que acabe com a “intolerância nas escolas” e que nenhuma criança deve ser educada a ter ódio. Obama ressaltou que o futuro da humanidade depende da “nossa união contra aqueles que nos dividem”, ressaltando a importância da ONU no combate aos extremistas.
América está comprometida com a região [Oriente Médio]. Os países do mundo árabe devem investir no potencial de sua população.
Obama pediu ainda que os países do mundo, especialmente os árabes, se unam à luta para “desmantelar a rede da morte” que representa o grupo jihadista EI (Estado Islâmico). O presidente ressaltou, no entanto, que esta batalha não se trata de uma “guerra contra o Islã”.
O presidente também fez um chamado às pessoas que se juntaram ao grupo extremista no Iraque e na Síria para que “deixem o campo de batalha enquanto ainda é possível”.
De acordo com o líder, os EUA não se acuarão na defesa de seus interesses, mas que o país também está comprometido com os valores pacifistas da ONU.
Israel x Palestina
O presidente americano também ressaltou a importância de se buscar a paz no conflito entre israelenses e palestinos no Oriente Médio, “não nos cansaremos de buscar a paz”.
“O [atual] status quo da Cisjordânia e da Faixa de Gaza não é sustentável. Nós não podemos nos dar o luxo de nos afastar deste esforço”, afirmou Obama sobre o não reconhecimento do Estado palestino.
Abertura da Assembleia Geral da ONU
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, abriu nesta quarta-feira os debates da Assembleia Geral com uma chamada para que os líderes de todo o planeta devolvam a esperança a um mundo golpeado pela guerra e pela violência.
Ban repassou as grandes crises que se repetem ao redor do mundo e afirmou que desde a 2ª Guerra Mundial não havia no mundo um número similar de refugiados, solicitantes de asilo e pessoas que precisam de ajuda humanitária em função dos conflitos em países como Síria, Iraque, Ucrânia e várias nações africanas.
Estado Islâmico
A discussão de uma iniciativa conjunta para combater o Estado Islâmico, no Iraque e na Síria, deve ser um dos temas predominantes nos debates da 69ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Embora o tema central definido pelo organismo seja a Construção de uma Agenda de Desenvolvimento Pós-2015 e a Luta contra a Pobreza e a Fome, o combate aos jihadistas e à epidemia de ebola na África e o conflito na Ucrânia e na Faixa de Gaza são assuntos emergentes da agenda internacional no momento.
O primeiro dia já prevê a discussão do tema, de uma ação conjunta contra o Estado Islâmico. Está programada para ocorrer nesta quarta-feira (24) à tarde uma sessão de cúpula do Conselho de Segurança.
A sessão será presidida pelo presidente Barack Obama, porque o conselho neste mês está sob a presidência americana. Segundo fontes diplomáticas, ele deverá votar uma resolução sobre “combatentes terroristas estrangeiros”, para tentar evitar a participação de pessoas de outras nacionalidades em grupos radicais considerados terroristas, como o Estado Islâmico.



