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Conheça três investimentos que servem de alternativa à poupança

Geral – 25/03/2013 – 14:03

A poupança, devido à simplicidade e ao rendimento garantido, não possui substitutos perfeitos no universo das aplicações financeiras. As três aplicações citadas abaixo estão entre os produtos que mais se aproximam das características do investimento mais popular do país.

Embora ofereçam um rendimento melhor, nenhuma dessas aplicações aceitam depósitos por prazo indefinido, como a poupança. Trata-se de títulos de crédito, que possuem vencimentos entre poucos meses e quatro anos, na maioria dos casos.

Saiba os prós e contras das aplicações financeiras

Os produtos

Vantagens

Desvantagens

Dica

CDB escalonado

Dinheiro rende em prazos diferentes, o que permite saques antes do vencimento sem perda de ganhos

Rentabilidade mais baixa para valores pequenos

Procure aplicar valores a partir de R$ 10 mil para obter maiores ganhos

LCI

Isenção do Imposto de Renda

Oferta restrita nos grandes bancos; valor inicial para aplicar tende a ser alto

Mesmo para depósito abaixo de 12 meses,o rendimento é favorável; pesquise produto em bancos menores, mas restrinja depósitos para valores abaixo de R$ 70 mil

LFT

Rendimento mais alto mesmo para valores pequenos

Até vencimento, o ganho mensal pode variar conforme condições de mercado

Mantenha o título até o final do prazo de vencimento, que tende a ser curto

1) CDB escalonado: Esse tipo de CDB oferece rendimento progressivo, que aumenta quanto maior for o prazo do depósito.

O produto se assemelha à poupança porque permite mais flexibilidade no momento do saque e tem cobertura pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). A maior parte dos grandes bancos oferece esse produto, com diferentes nomes.

Num dos bancos consultados, os CDBs escalonados têm prazo de vencimento de quatro anos.

Para uma aplicação inicial de R$ 1.000, o investidor tem garantido um rendimento bruto (sem descontar o IR) de 80% do CDI caso precise fazer o resgate (parcial ou total) em até seis meses. Se deixar o restante do dinheiro aplicado por mais seis meses, o rendimento prometido sobe para 85%. Se deixar por mais de três anos, sobe para 100% do CDI.

CDI é a taxa de juros do mercado, que segue de perto a taxa básica de juros do país (hoje em 7,25% ao ano).

Se o valor aplicado for de R$ 10 mil, o rendimento para o prazo de seis meses é de 90% do CDI. Para o recurso que ficar aplicado por 12 meses, o ganho combinado sobe para 95%. Se deixar o dinheiro aplicado por mais de três anos, o rendimento prometido sobe para 110% do CDI.

Como os demais CDBs, o produto sofre impacto do IR. Quanto menor o prazo de aplicação, maior a alíquota (o imposto sobre o ganho). Até seis meses, é de 22,5%. Acima de 720 dias, cai para 15%.

Considerando o impacto do IR, um CDB que pague 90% do CDI já supera (por uma pequena diferença) o ganho da poupança mesmo no pior dos casos –um depósito de somente seis meses.

2) LCI (Letra de Crédito Imobiliário): apelidada de “CDB Imobiliário”, a LCI

possui pelo menos duas semelhanças importantes com a poupança: tem cobertura pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e é isenta de Imposto de Renda.

O rendimento, no entanto, costuma ser melhor: os bancos oferecem em geral LCIs que rendem entre 80% e 90% do CDI.

Pelo valor atual do CDI, significa um rendimento entre 0,5% e 0,58% ao mês, acima do ganho de 0,42% estimado para a poupança (pelas novas regras).

Mas a LCI tem duas desvantagens importantes: a oferta ainda é restrita nos grandes bancos; os valores para aplicação inicial podem ser altos, na casa dos R$ 30 mil.

Para conseguir condições um pouco favoráveis, o investidor precisa buscar o produto em bancos médios e pequenos. No banco Sofisa, por exemplo, é possível adquirir uma LCI de R$ 1.000 para vencer em seis meses e que paga 90% do CDI.

2) LFT (Letra Financeira do Tesouro): emitida pelo Tesouro Nacional, e portanto, com risco bastante baixo, a LFT pode ser adquirida pelos investidores por meio do Tesouro Direto, o canal de vendas dos títulos públicos pela Internet. O órgão oficial vende os papéis e garante a recompra (a única forma de resgate).

Esse título se assemelhança à poupança na vantagem oferecida para os pequenos investidores: uma aplicação de R$ 100 vai render da mesma maneira que uma aplicação de R$ 10 mil.

Nos CDBs e LCIs, como regra geral, quanto menor o valor aplicado, pior o rendimento.

Para ter acesso ao Tesouro Direto, é preciso abrir uma conta em uma corretora de valores, uma prestadora de serviços que todos os grandes bancos possuem.

As LFTs rendem praticamente 100% do CDI, mas possuem pelos menos duas desvantagens na comparação com a poupança: têm incidência do Imposto de Renda, além das taxas cobradas pelo banco. O investidor também precisa se planejar um pouco para resgatar o valor aplicado: o Tesouro recompra esses papéis somente uma vez por semana.

Fonte: UOL Notícias

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