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segunda-feira, 6 de abril, 2026

Condomínio Arara: ‘’Ao invés de melhorar, nossa vida está piorando aqui’’

08/06/2016 – Atualizado em 08/06/2016

Lucas Gustavo/ Nilson Farias

Dando continuidade a série de reportagens no Residencial Novo Oeste, em Três Lagoas, a equipe da Rádio Caçula visitou, nesta quarta-feira (8), o condomínio Arara. As maiores queixas apresentadas pelos moradores envolvem a estrutura dos apartamentos.

Um dos imóveis com a sustentação abalada é o de Joana Francisca da Silva. Na casa, além da mulher, vive suas duas netas, de 5 e 10 anos. As crianças têm rinite alérgica e sofrem com as infiltrações.

‘’Esse cheiro de mofo prejudica, ainda mais, a saúde das meninas. Procurei a empresa – Brookfield – por várias vezes. Disseram que resolveriam o problema, mas, até agora, nada foi feito’’, Lamentou a mutuária, acrescentando que, para minimizar o transtorno, passa panos nas paredes constantemente.

POUCO CASO

No apartamento 101, do bloco L, mora Eleonice Bezerra, de 34 anos. Ela, o marido e os dois filhos estão revoltados com o menosprezo da construtora do residencial, da Caixa Federal e da prefeitura. A mulher considera que os órgãos fazem ‘’pouco caso’’ dos contemplados.

Na casa de Eleonice, parte do piso do banheiro já se soltou. Na lavanderia, o incômodo é ainda maior, pois a água escorre para o apartamento térreo. ‘’Se eu for esperar pela Brookfield, o teto vai cair na cabeça da minha vizinha de baixo. Os técnicos alegaram que o problema é leve e ninguém faz questão de resolver’’, desabafou.

CADÊ O PISO?

A moradora Érica Cesar contou à reportagem que, em seu apartamento, alguns pisos da cozinha se romperam. Ela informou à construtora sobre o fato e a resposta que recebeu foi que não havia material para substituir o que estava quebrado. A empresa improvisou o serviço utilizando argamassa. O fato revoltou a mulher.

‘’Ao invés de melhorar, nossa vida está piorando aqui. Está tudo trincado e condenado. Sem falar no alto valor que pagamos de água e luz; é muita injustiça. Não sobra dinheiro nem para comermos direito’’, confessou Érica.

HAJA PACIÊNCIA

Vilma Oliveira, de 34 anos, do apartamento 202, teme que a escada de seu bloco desabe a qualquer momento. A cada dia, mais rachaduras se formam no local e geram insegurança aos frequentadores. Além disso, o mesmo problema persiste pelas paredes da casa da moradora. ‘’A Brookfield me pediu paciência. O jeito é esperar e pedir que Deus nos proteja, pois o homem não está nem aí’’, afirmou.

PELO RALO

O mutuário Amarildo Júnior, de 26 anos, do apartamento 204, contou que sempre que lava a área de seu imóvel, a água escorre para a sala do morador debaixo; ele se diz constrangido com o fato. Na casa do entrevistado, quase todas as paredes estão trincadas. ‘’Nunca imaginei que passaria por tanto constrangimento’’, revelou.

Érica Cesar, moradora do Residencial, em entrevista à Rádio Caçula. (Fotos: Lucas Gustavo).

Moradores também reclamam do alto valor das contas de água e luz que recebem.

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