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Três Lagoas
terça-feira, 9 de junho, 2026

Condenado a 10 anos de prisão suspeito de tentar matar enfermeiro à tiros em Três Lagoas

Júri popular condenou Breno Andrade Cardoso por ter atirado em Rogério Nunes da Silva próximo à antiga Mabel, porém poderá recorrer em liberdade.

Foi condenado à uma pena de 10 anos e 10 meses de prisão em regime fechado, Breno Andrade Cardoso, suspeito da tentativa de homicídio no ano de 2013 do enfermeiro Rogério Nunes da Silva no Distrito Industrial, em Três Lagoas. O julgamento, realizado na tarde desta quarta-feira, 16, foi presidido pelo juiz residente Rodrigo Pedrini Marcos e durou mais de seis horas.

O atentado ocorreu no dia 10 de dezembro, na Av. Ranulpho Marques Leal, próximo à rotatória da antiga Mabel. Rogério havia acabado de encerrar seu plantão no Hospital Auxiliadora e seguia de moto para a cidade de Castilho (SP), onde residia com a família, quando foi emboscado por outro motociclista. Sem qualquer aviso, o criminoso efetuou vários disparos — quatro deles atingiram o jovem profissional da saúde.

Durante o julgamento, Breno negou a acusação de que o crime teria sido motivado por ciúmes, alegando que, na data do ocorrido, estava em seu local de trabalho. No entanto, as características descritas por testemunhas indicavam que o suspeito estaria sim na cena do crime no momento do atentado. Um dos momentos mais tensos da audiência ocorreu durante a oitiva conduzida pelo promotor de Justiça Luciano Lara. Houve embates acalorados entre o representante do Ministério Público e o réu, especialmente quando foram abordados os depoimentos do pai de Breno e as acusações feitas por sua ex-companheira.

Já a defesa de Breno alegou que as supostas ameaças atribuídas ao réu, na verdade, teriam sido feitas por sua ex-companheira, que se recusou a depor no Tribunal do Júri. Afirmou ainda que as provas apresentadas no processo seriam frágeis e insuficientes, o que, segundo a defesa, descaracteriza a acusação.

A defesa também contestou o reconhecimento do suspeito na época do crime, alegando que Breno não estava no local da tentativa de homicídio e que, na verdade, quem se encontrava ali era sua irmã — o que, segundo a defesa, teria causado um equívoco por parte das testemunhas.

Após quase seis horas de julgamento, já durante a noite, o júri popular decidiu pela condenação de Breno a 10 anos, 10 meses e 20 dias de prisão por tentativa de homicídio qualificado em regime fechado, mas o réu poderá recorrer em liberdade.

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