01/09/2017 11h31
Atualmente existe na Lagoa Maior uma média de 158 capivaras entre fêmeas e machos, adultos e filhotes
Por: Dayane Milani
Á convite da administração municipal o pesquisador e doutor em ecologia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) Gustavo Rodrigues virá a Três Lagoas (MS) para uma visita técnica. O pesquisador irá sanar dúvidas sobre o manejo das capivaras da Lagoa Maior.
O estudioso vem pesquisando e monitorando há dois anos as capivaras que vivem em áreas urbanas da capital sul-mato-grossense.
Celso Yamaguti secretário do meio ambiente disse que a administração acredita que o pesquisador poderá esclarecer diversas dúvidas enquanto o plano de manejo não fica pronto. Poderá também realizar a contagem mais clara desses animais, entender comportamento, saber se existem demais espécimes na mesma área, entre outras diversas questões.
Yamaguti disse que inicialmente é apenas uma visita de orientação, quando o pesquisador poderá dar maior norte aos profissionais da Semea de como lidar com esses animais, e o que poderá ser feito para prevenir atropelamentos, que têm sido constantes. Até mesmo orientar melhor sobre uma possível retirada de parte dos animais.
Conforme levantamento feito pelos técnicos em meio ambiente da secretaria, a Lagoa Maior tem uma média de 158 capivaras, entre fêmeas e machos, adultos e filhotes. “Esse cuidado com a Lagoa e principalmente com as capivaras, é um pedido direto do prefeito Angelo Guerreiro”, comentou o secretário.
O pesquisador chega neste domingo em Três Lagoas. As visitas começam na segunda-feira (4) pela manhã.
MEDIDAS INICIAIS
Antes mesmo da visita do estudioso, a Semea iniciou o processo de fixação de placas na parte interna e externa da lagoa, orientando a população sobre a presença de animais silvestres. Além disso no intuito de reduzir a velocidade dos veículos que trafegam no local, a prefeitura instalou três novas lombadas. Há previsão de construir outras duas.
Outra preocupação da Semea é com relação às fezes desses animais. Foram coletadas amostras e encaminhadas para análise parasitológica e de macros e micros nutrientes. A análise está sendo feita na Unesp (Universidade do Estado de São Paulo) de Ilha Solteira/SP.



