29.5 C
Três Lagoas
segunda-feira, 12 de janeiro, 2026

Comissão aprova projeto que obriga SUS a criar protocolo para tratamento do climatério

Proposta busca padronizar atendimento, ampliar opções terapêuticas e qualificar o cuidado à saúde da mulher na rede pública

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, um projeto de lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a elaborar um protocolo clínico específico para o tratamento dos sintomas do climatério. A proposta segue agora em tramitação na Câmara.

O texto aprovado prevê que o protocolo permita o uso de diferentes abordagens terapêuticas, inclusive tratamentos hormonais, em conformidade com a Lei Orgânica da Saúde. As diretrizes deverão orientar o cuidado às mulheres nesse período, incentivar o uso racional de medicamentos e contribuir para a qualificação do atendimento prestado na rede pública. A definição da terapia mais adequada ficará a cargo da avaliação clínica individual de cada paciente.

Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovado o substitutivo elaborado pela Comissão de Saúde ao Projeto de Lei 876/25, de autoria da deputada Ana Paula Lima (PT-SC). A proposta original previa apenas a oferta de tratamento hormonal pelo SUS, mas o novo texto ampliou o escopo para contemplar outras possibilidades terapêuticas.

Durante a análise da matéria, Laura Carneiro citou parecer da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, que reconhece a terapia hormonal como uma ferramenta importante para a promoção da saúde da mulher no período da menopausa. Para a parlamentar, garantir esse tipo de atendimento no SUS representa uma estratégia necessária de saúde pública.

O que é o climatério

O climatério é o período de transição entre a fase reprodutiva e a não reprodutiva da mulher, geralmente iniciado por volta dos 40 anos. Ele antecede e inclui a menopausa, que corresponde à última menstruação. Com a redução dos níveis hormonais, podem surgir sintomas como ondas de calor, insônia, alterações de humor, dores articulares e cansaço, impactando a qualidade de vida. O tratamento deve ser individualizado, levando em conta a idade, a intensidade dos sintomas, o tempo após a menopausa e os riscos associados, como doenças cardiovasculares e câncer de mama.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Capitania Itinerante atende aquaviários e proprietários de embarcações em Três Lagoas

Atendimentos da Marinha do Brasil ocorrem de 12 a 15 de janeiro, no Balneário Municipal Miguel Jorge Tabox A Marinha do Brasil, por meio da...

Curta-metragem “A Carne e o Cerne” será lançado em fevereiro com exibição gratuita

Produção dirigida por Cadu Modesto propõe uma experiência intensa de terror psicológico e reflexão sobre segredos familiares Três Lagoas recebe, no dia 1º de fevereiro,...

Falta de vaga para cirurgia cardíaca coloca em risco vida de moradora de Três Lagoas internada em Campo Grande

Com diagnóstico de dissecção de aorta, paciente de 42 anos depende de transferência urgente para sobreviver Uma mulher de 42 anos, moradora de Três Lagoas,...