08/03/2017 16h09
Juíza Aline Beatriz de Oliveira, concedeu mais 30 dias à Central Park
Por: Gil Nei Silva
Na terça-feira (7), aconteceu uma audiência de conciliação, entre as partes interessadas na questão da Zona Azul de Três Lagoas, a prefeitura, Ministério Público Estadual e a empresa Central Park, deveriam chegar a um acordo sobre o caso, que vem gerando reclamações e denúncias.
De um lado, a empresa Central Park, do outro, Ministério Público, comerciantes e população, no meio do fogo cruzado a Prefeitura, aguarda o desfecho da situação.
Ontem a juíza da vara da Fazenda Pública de Três Lagoas, Aline Beatriz de Oliveira Lacerda, concedeu um prazo de 30 dias à empresa responsável pelo estacionamento rotativo de Três Lagoas, com isso a Central Park deve apresentar melhorias no serviço prestado.
Representantes dos comerciantes não ficaram satisfeitos com a decisão. Nesta quarta-feira (08), eles estiveram no programa “Linha Direta com a Notícia” da Rádio Caçula, para esclarecer seus posicionamentos.
O Presidente do Sindivarejo (Sindicato do Comércio Varejista de Três Lagoas), Sueide Silva Torres, o presidente do sindicato dos empregados do comércio de Três Lagoas, Eurídes Silveira de Freitas e os líderes do Movimento “vem pra rua”, Djair Martinez e Alexandre Moretti, explicaram que desde que a liminar foi impetrada, em dezembro de 2016, iniciou-se um trabalho de averiguação, levantamentos investigativos e comprovação de fatos pelo promotor.
“Entendemos que houve tempo suficiente para a empresa se reorganizar. Esperávamos o desfecho final dessa história para o ano passado, porém, mais 90 dias foi dado e isso nos entristece porque não foi o trabalho de um leigo, de uma entidade qualquer, foi um representante da justiça, a quem deveríamos dar toda credibilidade e ainda sim, nada. Ontem para a nossa surpresa, a juíza não compareceu na reunião, isso nos faz desanimar do Brasil, da justiça e acreditar que a lentidão é provocada pelos próprios detentores do poder”, reclamaram.
Os representantes enfatizam que a cobrança na área central, espantou os clientes e está obrigando empresários a demitir funcionários e até fechar as portas, destacando que é urgente a regularização do serviço.
“É sabido que a Prefeitura não vai rescindir o contrato, porque, se assim o fizer, vai ter que pagar multa, acreditamos que a multa não deve ser paga, porque essa empresa a Central Park já foi questionada em outros municípios pela má qualidade no serviço, então não há o que discutir, o serviço deve ser suspenso, se não, vamos ficar esperando… esperando e o comércio vai continuar tendo prejuízo”, argumentam.
As reclamações são dos mais variados tipos, mas a verdade é que comerciantes, empresários e a população terá que esperar mais 30 dias para a próxima conversa, e para saber quais serão as novas medidas da prestadora de serviços e da justiça.

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