Henrique da Silva Raimundo responde por homicídio qualificado pela morte de Francisco Gutemberg Vieira Pinto, crime ocorrido em 2021 no bairro Interlagos
Teve início na manhã desta quarta-feira, 11, o julgamento de Henrique da Silva Raimundo, apontado como autor dos disparos que mataram o trabalhador Francisco Gutemberg Vieira Pinto, de 52 anos, em Três Lagoas. O crime ocorreu no dia 21 de dezembro de 2021, enquanto a vítima aguardava o ônibus para ir ao trabalho em um ponto localizado no bairro Interlagos.
De acordo com as investigações da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, a vítima foi atingida por pelo menos 15 disparos de pistola calibre 9 milímetros, em uma execução que chamou a atenção pela violência e pela forma como foi praticada em via pública.
Segundo o inquérito policial, o crime teria sido planejado por uma mulher de 43 anos, que teria tentado manter um relacionamento amoroso com a vítima, mas foi rejeitada. A investigação aponta que, após a recusa, o homem passou a sofrer ameaças por parte da suspeita e de familiares, que moravam na mesma rua que ele.
Durante as apurações, a mulher chegou a prestar depoimento e alegou que teria sido vítima de estupro por parte de Francisco. No entanto, segundo a polícia, a versão não foi confirmada pelas investigações.
Diante dos indícios reunidos, a Justiça decretou a prisão preventiva da mulher e de outros quatro suspeitos de participação no assassinato. A mulher, um jovem de 25 anos e outras duas mulheres, de 30 e 28 anos, foram presas ainda em dezembro de 2021.
Já Henrique da Silva Raimundo, apontado como o responsável pelos disparos, permaneceu foragido por um período. Ele foi localizado e preso em março de 2022, em Andradina, após uma ação conjunta entre policiais civis de Três Lagoas e da cidade paulista.
Na ocasião, o suspeito foi encontrado trabalhando em um supermercado, onde acabou detido e encaminhado para a delegacia local, aguardando posteriormente a transferência para Mato Grosso do Sul.
No julgamento, presidido pelo juiz Rodrigo Pedrini Marcos, o réu responde por homicídio qualificado por motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e por meio que colocou outras pessoas em risco, já que o crime foi cometido em local público.


