Durante entrevista concedida ao Programa Ronda Policial desta terça-feira (24), o Comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar de Três Lagoas, Tenente-Coronel Gil Alexandre Rocha comentou que adiou a 2ª fase da Operção Bairro Seguro para priorizar, neste momento às ações de enfrentamento à Covid-19, uma vez que a criminalidade caiu na cidade.
24/03/2020 17h42
Por: Patrícia Fernandes com informações de Julia Vasquez
TRÊS LAGOAS (MS) – Nesta terça-feira (24), o Programa Ronda Policial, apresentado pelo jornalista Fábio Campos recebeu para uma entrevista exclusiva, o Comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar de Três Lagoas, Tenente-Coronel Gil Alexandre Rocha.
Em conversa com o Comandante, que está há apenas 20 dias à frente da Polícia Militar de Três Lagoas (MS), ele percebe que chegou à cidade durante um momento bem critico o qual a criminalidade estava aumentando, principalmente, na região Central da cidade.
O intuito do comandante é dar ênfase no Centro da cidade, devido ao grande número de ocorrências, fato este que veio a despertar a atenção das autoridades, especialmente os registros de furto.
De acordo como Comandante, ao todo foram registrados 13 furtos, nas últimas semanas em Três Lagoas (MS), sendo que destas ocorrências, foram efetivadas três prisões, conseguindo inclusive, a recuperaração de alguns itens de furto.
Além de contar com o policiamento na área urbana, há também as rondas que acontecem na área rural, aquelas partes que ficam um pouco mais afastadas da cidade, mas que também são alcançadas pelas rondas ostensivas do policiamento rural e, também, no último fim de semana aconteceu a recuperação de um caminhão de gado, bezerros e novilhas com procedência ainda não identificada pelas autoridades sanitárias e policiais.
Apreensivo com a expansão do novo coronavírus, as pessoas estão adotando o isolamento social e, com isso, a criminalidade também caiu.
Neste sentido, a Polícia Militar concentra forças, atualmente, em ações constantes de rondas ostensivas, uma vez que as ruas estão mais desertas e, agora com o toque de recolher, foi registrado apenas um furto dentro de sete dias. É o menor número de roubos em 15 anos. No entanto, as ações policiais continuam, tanto na prevenção de crimes, como na manutenção da ordem do toque de recolher.
LIBERDADE PARA OS PRESOS DO SEMIABERTO
“Foi do dia para a noite que ficamos sabendo da liberação dos 231 internos do regime semiaberto. E agora a intenção é coíbir novos crimes, porém muitos deles saíram do regime sem um emprego e dessa forma, fica mais fácil para eles cometerem furtos, a apropriação indébita do que conseguir um trabalho. Isso é o que deve passar na cabeça deles”, comentou o Comandante frente aos primeiros casos de furtos registrados após o juiz de Execução Penal liberar diante do cenário de coronavírus, aproximadamente 231 presos do regime semiaberto.
OPERAÇÃO BAIRRO SEGURO
Há poucos dias, a ideia do comandante era realilzar a 2ª fase da Operação Bairro Seguro, que envolveu a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Vigilância Sanitária e o Conselho Tutelar. Porém, a rápida disseminação da Covid-19 e a implantação do toque de recolher fizeram com que o Comandante mudasse os planos, priorizando então, ações de Segurança Pública em sintonia com ações de Saúde Pública.
Houve o fechamento de bares, a notificação de tabacarias, a notificação de conveniências e ainda o recolhimento de nove adolescentes que estavam nesses estabelecimentos comerciais. Foram presos traficantes e foram recuperados vários objetos de furto, além da prisão de um receptador, conta o tenente- coronel, Gil Alexandre da Rocha.
Segundo o tenente-coronel, a Operação teve de ser cancelada, para a prevenção dos militares diante da contaminação da Covid-19, pois eram feitas as revistas e era necessário o contato direto com os suspeitos, que de fato, além de poderem ser contaminados, isso se tornaria um ciclo, contaminando não apenas o pessoal do Batalhão, mas também a população.
SOBRE O TOQUE DE RECOLHER
A medida de isolamento social vem sendo a maior preocupação não apenas da cidade, como também do Estado, do Brasil e do mundo, pois o recolhimento dos cidadãos faz com que a contaminação não se estenda até as outras pessoas.
Diante desse fato, foi decretado o toque de recolher, não apenas aqui, mas em diversos lugares. Sendo assim, os cidadãos deverão se recolher das 20h até às 5h, durante 15 dias. Período este que poderá ser prorrogado até o momento da diminuição da contaminação comunitária pelo novo coronavírus.
Há apenas algumas exceções que permitem o acesso as ruas após o toque de recolher, que seria para os trabalhadores, para os serviços de delivery, para necessidades urgentes, como ir ao hospital. São poucas as exceções, para que a população de fato busque se conter dentro de seus lares.
Ainda existem algumas pessoas que infelizmente não estão respeitando as regras, muitas delas não compreenderam o momento crítico de transmissão do vírus, seja por falta de informação ou por resistência.
Por isso, está sendo feita e veiculada, como apoio da Polícia Militar várias formas de orientação, aos lojistas, aos proprietários dos estabelecimentos comerciais, para que chegue a devida informação a todos.
As ações de rondas ostensivas são no sentido de orientar, proteger, não há interesse de prisões ou o fechamento de estabelecimentos. A intenção é conter o vírus, cuidando e protegendo os moradores.
Caso haja o desacato a esse decreto, o proprietário do estabelecimento ou o cidadão que estiver a percorrer pelas ruas, durante o toque de recolher poderá ser levado, preso e autuado, além de receber uma multa.
Para que os cidadãos possam se manter seguros e cuidarem também da cidade, a Polícia Militar deixa disponível duas linhas de atendimento à população.
Você cidadão pode ligar no 190 ou no (67) 3919-9736, para fazer denuncia através de ligações e pelo Whatsapp da Polícia Militar.



