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quinta-feira, 30 de abril, 2026

Detentas produzem 12 mil peças de geladeira por mês em presídio de Três Lagoas

30/07/2017 08h45

Por: Rayani Santa Cruz com informações de Ascom

Há cinco anos, um trabalho com internas do Estabelecimento Penal Feminino de Três Lagoas visa reduzir os índices de reincidência criminal e oportunizar atividade produtiva no cumprimento de pena.

De acordo com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), o trabalho está sendo desenvolvido em parceria com uma metalúrgica multinacional.

Com uma linha de produção dentro do presídio, em um galpão instalado pela empresa, as presas montam 12 mil peças de circuitos elétricos e de embalagem, entre outras, em média por mês, que são utilizadas na montagem de freezers e refrigeradores.

Conforme o gerente de Recursos Humanos da empresa, Carlos Alberto Venegas, a produção possui forma padronizada, em nível de qualidade equivalente ao dos demais setores da indústria.

Atualmente, 25 presas trabalham por meio da parceria. Além do treinamento, elas recebem três quartos do salário mínimo (R$ 760), cesta básica enviada às famílias, e remição de um dia da pena a cada três trabalhados.

Para a diretora do presídio feminino, Leonice Miranda Rocha Guarini, a parceria contribui no processo de reintegração social das detentas. “Muitas presas nunca tinham trabalhado na vida e agora podem aprender uma profissão e conquistarem uma ocupação digna”, comenta a dirigente. (Com informações da Assessoria de Comunicação)

Oportunidade

Há um ano trabalhando na fábrica, a interna Alexsandra Valquíria Orfanides, 39 anos, atualmente auxilia na coordenação e controle de qualidade da produção das outras reeducandas e garante que o serviço tem mudado sua rotina entre os muros da prisão. “Aprender uma nova profissão melhora minha autoestima, faz com que eu me sinta valorizada”, afirma. “Meu objetivo é me destacar cada dia mais e, quem sabe, conquistar uma vaga na empresa quando eu estiver em liberdade”, completa.

Já a detenta Rosângela Maria Sheizer da Silva, 47 anos, as vantagens que recebeu nesses quatro meses de serviço prestado na fábrica já contribuiu muito para os três filhos.

Dados da Agepen apontam que nos últimos 10 anos a instituição ampliou em mais de 100% o total de reeducandos trabalhando, enquanto que, no mesmo período, o aumento da população carcerária foi de 65%.

Atualmente 25 custodiadas trabalham na parceria entre a empresa e a Agepen. Foto: Ascom.

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