A afirmação é do gerente de consultoria em Energia e Agroindústria da Pöyry no Brasil, Dominique Duly, ganhou destaque no jornal Valor Econômico nesta semana.
17/05/2021 09h27
Por: Paulo Renato
Sem risco de sofrer com a escassez de madeira nos próximos anos, Mato Grosso do Sul conta hoje com uma grande reserva da matéria prima para abastecer novas fábricas de celulose que devem entrar em operação no Estado e em localidades próximas. A afirmação do gerente de consultoria em Energia e Agroindústria da Pöyry no Brasil, Dominique Duly, ganhou destaque no jornal Valor Econômico nesta semana.
Segundo ele, o Estado conta com oferta superior a 40 milhões de metros cúbicos de madeira sem casca, e apenas 20 milhões de metros cúbicos são consumidos. Considerando-se as novas fábricas de celulose anunciadas ou planejadas – Paracel em Concepción, no Paraguai; Suzano em Ribas do Rio Pardo; expansão da Eldorado em Três Lagoas; e Euca Energy em Alto Araguaia (MT) -, a demanda adicional de madeira será de 26 milhões de metros cúbicos por ano.
“A oferta atual já seria suficiente para o novo consumo. E é preciso considerar que Paracel e Euca Energy vão usar madeira de Mato Grosso do Sul somente no início da operação”, afirmou Duly em entrevista ao Valor Econômico. Mato Grosso do Sul é hoje o segundo Estado no Brasil na produção de eucaliptos, com mais de 1,7 milhão de hectares plantados, segundo informações do secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck.
“A implantação da Suzano em Ribas do Rio Pardo vai transformar a região. A nossa quarta indústria de celulose, além de gerar milhares de empregos no período de obra e quando estiver concluída, é o modelo de empreendimento sustentável que estamos fomentando para o nosso Estado, seguindo o conceito de indústria 4.0, com autossuficiência em energia limpa e outras práticas de ESG (índice que avalia as operações das principais empresas conforme os seus impactos em três eixos da sustentabilidade – o Meio Ambiente, o Social e a Governança)”, destacou.
Com informações da Segov MS.



