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Com direito à escolta da PF, juiz Odilon se aposenta para disputar eleição

07/10/2017 11h42

O magistrado foi a inspiração para o filme “Em Nome da Lei” , lançado em 2016

Por: Ana Carolina Kozara

Aspirante a cargo político, o juiz federal Odilon de Oliveira, 68 anos, se aposentou nesta quinta-feira (dia 5) e vai manter a escolta da PF (Polícia Federal) por prazo indeterminado. A aposentadoria voluntária por tempo de contribuição e com proventos integrais foi publicada hoje no Diário Eletrônico da Justiça Federal da 3ª Região.

“Requeri [a aposentadoria] em caráter de urgência devido ao prazo de filiação partidária. Fiz o requerimento no dia 26, pedindo que fosse publicado até amanhã”, afirma o juiz, agora aposentado.

Livre para se filiar a qualquer partido a partir de hoje, Odilon não antecipa qual a sigla escolhida, apesar dos rumores que a opção é o PDT, partido do vereador Odilon de Oliveira Júnior, seu filho. “Não posso fazer comentário público sobre, depende de conversa com várias lideranças que me procuraram”, afirma.

Especificamente sobre o PDT, o tom é de elogio. “É um partido muito bom, limpo”, diz. A expectativa é que Odilon dispute a eleição para Senado ou governo de Mato Grosso do Sul.
Um dos entrave à decisão de se aposentar era a manutenção da escolta policial. “O Conselho Nacional de Justiça despachou ontem e manteve por prazo indeterminado”, conta.

De cinema – Titular da 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande, especializada em combate a crime de lavagem de dinheiro, Odilon ganhou projeção nacional após ameaças de morte, condenação de narcotraficantes e ter escolta 24 horas da PF .

No ano passado, o magistrado foi a inspiração para o filme “Em Nome da Lei”. Um juiz interpretado por Mateus Solano enfrenta o narcotráfico na região de fronteira.

Aposentadoria

Odilon de Oliveira nasceu em 26 de fevereiro de 1949, na Serra do Araripe, município de Exu, Pernambuco. Filho de lavradores, trabalhou na roça até os 17 anos de idade. Foi alfabetizado em sua própria casa e se formou em Direito aos 29 anos. Antes de ser juiz, foi promotor de justiça e procurador federal.

“Foram 55 anos de serviço. Sendo trinta e um anos na magistratura federal”, diz. De acordo com ele, o cargo de titular da 3ª Vara será definido por remoção por antiguidade. A 3ª Vara é o setor da Justiça Federal que analisa pedidos na operação Lama Asfáltica, que investiga corrupção na gestão do ex-governador André Puccinelli (PMDB).

No entanto, foi notícia em 2016 pelo sumiço de dolares e demissão do funcionário Jedeão de Oliveira, que ocupou cargo de confiança de Odilon por 21 anos.

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