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quarta-feira, 8 de dezembro, 2021

Com bombas e tiros de fuzil, simulação fecha ruas e mobiliza polícia em MS

Ruas fechadas, bandidos fortemente armados, tiros e bombas. ´Invasão´ à agência bancária movimentou a região do Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande, na madrugada desta sexta-feira (15). Mas, o cenário digno de filme de ação, na verdade, fazia parte de simulação coordenada pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), com objetivo de aprimorar o trabalho da corporação em situações de assaltos a bancos.

Mais de 1,2 mil militares participaram da ação, que simulou ataque do crime conhecido como “novo cangaço”, modalidade que vem crescendo no Brasil e, normalmente, envolve ações para intimidar a população e policiais, causando pânico e medo.

“Estamos pegando como base as três últimas tomadas de cidades brasileiras, registradas em Araçatuba, Criciúma e Ourinhos. Em Araçatuba, por exemplo, eles fecharam um raio de aproximadamente 2 quilômetros. Depois que termina o assalto, eles saem em comboio e se espalham. A estratégia que adotamos aqui é deixar o roubo acontecer e depois fecha as saídas da cidade”, explica o tenente-coronel Guilherme Dantas Lopes, citando assalto na divisa de Mato Grosso do Sul que contou com cerca de 30 criminosos.

Na Capital, a simulação de assalto contou com a escalação de 18 militares para integrar quadrilha responsável pelo roubo. O grupo utilizou fuzis de grosso calibre, normalmente utilizados em guerras, metralhadoras e explosivos para aterrorizar.

Por cerca de 40 minutos, trecho da Avenida Presidente Castelo Branco, em frente à agência do Banco do Brasil, entre a Avenida Coronel Antonino e a Rua Dolor Ferreira de Andrade, ficou fechada.

“Esse é um dos pontos mais sensíveis, tanto que, meses atrás, teve a situação que tentaram cavar a região. Aqui fica dinheiro de praticamente todo o Estado”, destaca o tenente-coronel.

Estratégia

Militares posicionados para receber orientações. — Foto: Liniker Ribeiro
Militares posicionados para receber orientações. — Foto: Liniker Ribeiro

Diversas viaturas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), Choque e demais batalhões da PM estiveram no local. Porém, a estratégia adotada para combater o ataque não envolvia ação policial durante o assalto.

“Queremos evitar confronto de grande magnitude, preferimos usar inteligência e métodos que evitem essa situação”, explicou o subcomandante do BOPE, Ronaldo Moreira de Araújo. Com isso, os policiais aguardaram os assaltantes saírem do local para agir.

Dividido em 5 veículos, o grupo fortemente armado foi monitorado e barrado em diferentes saídas da cidade, como no caminho para Jaraguari, também em Três Lagoas, Sidrolândia e Rochedo. “Dados levantados pela nossa equipe mostram que apenas vinte minutos após o acionamento nossas equipes começaram o cerco nas rodovias e logo estava feito”, avalia o tenente-coronel Guilherme.

Com armamento pesado, policiais simularam assalto. — Foto: Liniker Ribeiro
Com armamento pesado, policiais simularam assalto. — Foto: Liniker Ribeiro

Curiosos

Vizinhos se reuniram para assistir simulação. — Foto: Liniker Ribeiro
Vizinhos se reuniram para assistir simulação. — Foto: Liniker Ribeiro

Para não pegar a população, principalmente moradores do Bairro Coronel Antonino, de surpresa, a Polícia Militar divulgou a realização da simulação ainda no início da tarde de quinta-feira (14). Com o aviso, grupos de pessoas se programaram para acompanhar de perto o treinamento da polícia.

Ao lado de sete amigos, o empresário Igor Batisti, de 24 anos, foi preparado para não perder nada. “Ficamos sabendo pelo WhatsApp e como a turma já estava reunida, resolvemos vir assistir”, destacou.

O também empresário Wembley Guilherme, de 22 anos, chegou a se surpreender com o realismo do treinamento. “A expectativa era que acontecesse algo emocionante, mas não imaginei que fosse tão real assim, com bombas e tiros que imitam muito bem um cenário de assalto”, destacou.

Informações do site G1

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