24.8 C
Três Lagoas
quinta-feira, 26 de março, 2026

Com aval de Gurgel, PF deve reavaliar grampos de políticos

Policial – 11/05/2012 – 08:05

 A Polícia Federal (PF) prepara uma nova avaliação das interceptações telefônicas da Operação Monte Carlo em busca de indícios sobre o envolvimento de políticos com a organização criminosa do contraventor Carlinhos Cachoeira. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a decisão foi do delegado Matheus Mela Rodrigues, responsável pela operação, e foi tomada em função da quantidade de informações obtidas pelas escutas. A ação tem a aprovação do procurador-geral Roberto Gurgel. Segundo o delegado, as descobertas devem gerar, pelo menos, outros dez inquéritos.

A quantidade de informações sobre a infiltração do grupo de Cachoeira na administração estadual de Goiás e as relações da construtora Delta serão objetos das apurações. No Distrito Federal, a Polícia Civil já deflagrou a Operação Saint-Michel, um desdobramento da Monte Carlo. Num primeiro momento, a PF vai fazer uma reanalise dos áudios e dos depoimentos tomados durante a operação.

Carlinhos Cachoeira

Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina. O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.

Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram contatos entre Cachoeira e o senador democrata Demóstenes Torres (GO). Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais.

Nos dias seguintes, reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo afirmaram, respectivamente, que o grupo de Cachoeira forneceu telefones antigrampos para políticos, entre eles Demóstenes, e que o senador pediu ao empresário que lhe emprestasse R$ 3 mil em despesas com táxi-aéreo. Na conversa, o democrata ainda vazou informações sobre reuniões reservadas que manteve com representantes dos três Poderes.

Pressionado, Demóstenes pediu afastamento da liderança do DEM no Senado em 27 de março. No dia seguinte, o PSOL representou contra o parlamentar no Conselho de Ética e, um dia depois, em 29 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski autorizou a quebra de seu sigilo bancário.

O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), anunciou em 2 de abril que o partido havia decidido abrir um processo que poderia resultar na expulsão de Demóstenes, que, no dia seguinte, pediu a desfiliação da legenda, encerrando a investigação interna. Mas as denúncias só aumentaram e começaram a atingir ouros políticos, agentes públicos e empresas.

Após a publicação de suspeitas de que a construtora Delta, maior recebedora de recursos do governo federal nos últimos três anos, faça parte do esquema de Cachoeira, a empresa anunciou a demissão de um funcionário e uma auditoria. O vazamento das conversas apontam encontros de Cachoeira também com os governadores Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, e Marconi Perillo (PSDB), de Goiás. Em 19 de abril, o Congresso criou a CPI mista do Cachoeira.

Fonte: Terra

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Polícia Civil prende homem por violência doméstica e tráfico de drogas

Suspeito tentou fugir pelo telhado e foi flagrado com entorpecentes, balanças e celular da vítima A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Atendimento à...

Trator de empresa de Três Lagoas se envolve em acidente fatal na zona rural entre Paranaíba e Cassilândia

Equipamento despencou em ribanceira, onde operador foi encontrado sem vida após operação de resgate em área de difícil acesso.

Túnel da antiga NOB é reaberto e resgata memória histórica de Três Lagoas

Espaço simbólico volta a funcionar como passagem e patrimônio cultural, ligando passado e presente da cidade.