35 C
Três Lagoas
sábado, 10 de janeiro, 2026

Com aumento do ICMS, preço da gasolina volta a subir em Mato Grosso do Sul

Alta do imposto estadual entra em vigor em janeiro e impacta também diesel e gás de cozinha em todo o País

Os combustíveis ficaram mais caros em Mato Grosso do Sul já nos primeiros dias de 2026. O reajuste é resultado do aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que passou a valer em 1º de janeiro para gasolina, óleo diesel e gás de cozinha em todo o Brasil.

Com a mudança, o impacto estimado ao consumidor é de aproximadamente R$ 0,10 por litro de gasolina, R$ 0,05 por litro de diesel e R$ 1,04 no botijão de 13 quilos de gás de cozinha. A elevação ocorre após uma leve alta acumulada nos preços ao longo de dezembro de 2025.

Segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), o reajuste atende à legislação que instituiu a cobrança de um valor fixo de ICMS por litro ou quilo dos combustíveis, válido para todo o País e com atualização anual. Com isso, as novas alíquotas passaram a ser de R$ 1,57 por litro de gasolina, R$ 1,17 por litro de diesel e R$ 1,47 por quilo do gás liquefeito de petróleo (GLP).

O Comsefaz argumenta que o modelo atual de tributação vinha provocando perdas significativas de arrecadação para estados e municípios, especialmente em um cenário de elevação dos preços. De acordo com o comitê, a lei aprovada pelo Congresso Nacional em 2022 reduziu a autonomia dos estados e gerou perdas fiscais superiores a R$ 100 bilhões por ano no primeiro período de vigência.

Em Campo Grande, o litro da gasolina já é encontrado com preços que variam entre R$ 5,53 e R$ 5,99. Para o diretor-executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis de Mato Grosso do Sul (Sinpetro-MS), Edson Lazarotto, o reflexo do aumento do imposto nas bombas é imediato. “Esse reajuste é exclusivamente tributário e tende a ser repassado ao consumidor final, independentemente de outros fatores como preços da Petrobras, margens de lucro ou custos de frete”, afirmou.

Além da carga tributária, especialistas alertam que outros fatores podem pressionar novos aumentos ao longo deste início de ano, como o crescimento da demanda e a defasagem dos preços nacionais em relação ao mercado internacional.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que, mesmo sem reajustes nas refinarias da Petrobras, a gasolina já havia registrado alta em dezembro de 2025 no Estado. O preço mínimo subiu de R$ 5,47 para R$ 5,53, enquanto o valor médio passou de R$ 5,93 para R$ 5,95. O etanol também apresentou aumento no período, com o preço médio passando de R$ 3,96 para R$ 4,00.

Levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) apontou que, no Centro-Oeste, os preços do etanol, da gasolina e do diesel comum registraram elevação em dezembro, refletindo fatores como maior demanda no fim do ano e ajustes pontuais no mercado. Apesar disso, o etanol seguiu como a opção mais vantajosa economicamente na região.

Outro ponto de atenção é a defasagem dos preços internos em relação ao mercado internacional. Conforme relatório da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a gasolina vendida pela Petrobras está cerca de 9% abaixo do preço de paridade internacional, enquanto o diesel apresenta defasagem de aproximadamente 2%, o que aumenta a pressão por possíveis reajustes futuros.

Com informações do Correio do Estado

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

‘Não compartilhem imagens do acidente’: Irmão de vítima pede respeito após tragédia na MS 240

Apelo foi feito após a circulação de vídeos e fotos da colisão que matou três trabalhadores de Três Lagoas na manhã desta sexta-feira, 09

Três Lagoas mantém liderança nas exportações de MS, segundo levantamento

Com quase 20% do total exportado pelo Estado, município se destaca pela força da indústria de celulose, consolidando posição estratégica na economia

Falece em Três Lagoas, aos 75 anos, mãe do padre Molina e do conselheiro tutelar Paulo Molina

Professora aposentada da Rede Estadual de Ensino, faleceu em casa nesta madrugada