10/01/2014 – Atualizado em 10/01/2014
Flávio Thomé e Creuza Ramos informaram que o trânsito de Três Lagoas deveria ser tratado como uma “Saúde Pública”, o que não mostram nas imagens
Por: Marco Campos
Três Lagoas em sua atualidade é considerada o maior pólo industrial do País e apelidada de “Rainha da Celulose” e “Capital da Celulose”.
Com mais de 100 mil habitantes e a terceira maior cidade de Mato Grosso do Sul, o trânsito na área urbana ainda continua fazendo diariamente vítimas de acidentes envolvendo veículos automotores.
O aumento considerável no tráfego na área urbana parece que não está causando preocupação aos governantes municipais e ao Departamento de Trânsito e Sistemas Viários (Deptran).
GRANDE ARRECADAÇÃO E POUCO INVESTIMENTO
Conforme dados da Prefeitura Municipal de Três Lagoas, de janeiro a agosto de 2013, o município arrecadou com o Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), mais de 7,7 milhões e investiu desse montante apenas R$ 450 mil nos meses citados e durante 2012 somaram pouco mais de R$ 350 mil.
As informações também foram confirmadas em um meio de comunicação por Flávio Thomé, assessor de Logística do Departamento de Trânsito em Três Lagoas.
Com o encerramento do ano, a cidade arrecadou mais de R$ 8 milhões com o imposto. No ano de 2012 também não foi diferente.
A administração pública gastou R$ 500 mil no trânsito e arrecadou mais de R$ 6 milhões.
PALAVRA NÃO FOI CUMPRIDA
Mesmo com as palavras de Flávio Thomé e Creuza Ramos, diretora do Deptran que em 2013 informaram que diversos serviços de trânsito e instalação de placas de sinalização estavam sendo executados no entorno de todo o município e que o trânsito deveria ser tratado como uma “Saúde Pública”, o discurso parece que está longe de se tornar realidade.
BOM EXEMPLO
Conforme mostram as fotos na matéria, os bairros Nova Três Lagoas 1 – projetado em novembro de 2008 – e Nova Três Lagoas 2 – lançado em junho de 2012 – seguiram todas as normas e exigências feitas à construtora Stéfani implantou redes de água, luz, asfalto entre outros itens obrigatórios na legislação municipal prevista para a criação do espaço, ficando regular com os impostos e obrigações perante aos governantes.
MAU EXEMPLO
O Deptran de Três Lagoas não mostrou o mesmo exemplo e sim, esqueceu totalmente das regras do trânsito para manter a segurança dos moradores da localidade e aos que passam pela região. Nenhuma placa horizontal, vertical ou outra qualquer foi instalada no bairro mesmo com o passar dos anos.
“Será que vamos esperar pessoas morrer aqui para eles tomarem providências. Tivemos vários acidentes nesta parte da Rua Maria Guilhermina Esteves.Temos outro grande risco, ainda não tivemos uma rotatória ou placa de sinalização para mostrar que o motorista está prestes a entrar na rodovia BR-262, isso é uma vergonha”, desabafou e finalizou o morador Luiz Alberto.












