21.2 C
Três Lagoas
sábado, 9 de maio, 2026

Com alta na demanda de energia em MS, concessionária busca alternativas

Geral – 05/06/2012 – 07:06

Sistema de créditos pode beneficiar consumidores. Consumo de energia aumenta 6,7% ao ano no estado.

A energia elétrica foi a base de uma revolução que criou a sociedade atual. Transformou o trabalho, automatizou as casas, as lavouras, o trânsito. Favoreceu o surgimento de uma sociedade digital e tornou a nossa vida muito dependente dela.

No Brasil, quase toda a energia consumida é gerada pela força das águas. Hidrelétricas são responsáveis por 85% do fornecimento de energia. No exterior, o sistema brasileiro é considerado limpo porque não queima combustíveis fósseis. Só que o consumo cada vez maior fez com que, nos últimos anos, as grandes usinas se tornassem insuficientes para atender à demanda.

Em 2001, a falta de chuva secou represas. O país viveu a ameaça de um apagão nos grandes centros urbanos. Famílias precisaram racionar o uso da eletricidade. O governo investiu em alternativas caras, como as termoelétricas, que hoje funcionam em períodos estratégicos, como uma segurança para que a energia não falte. Mas, se a energia é cara na geração, também fica cara no bolso do consumidor. Por isso, o mundo inteiro está em busca de energia sustentável para todos.

A automação é o primeiro passo para atender a uma demanda crescente. O consumo de energia aumenta 6,7% ao ano em Mato Grosso do Sul. “O consumo das famílias ainda é pequeno se comparado às demais localidades do mundo. A família brasileira consome em média 170 kWh por mês, enquanto que nos Estados Unidos esse consumo é de até 1,3 mil kWh, e na Europa, até 1 mil kWh. Os lares brasileiros ainda têm grande potencialidade para expansão do consumo”, afirma Cyro Boccuzzi, vice-presidente da concessionária que abastece 73 dos 78 municípios sul-mato-grossenses.

Fontes naturais são fontes inesgotáveis de energia. Um estudo feito pela agência espacial norte-americana (Nasa) aponta que, em um espaço de um metro quadrado, o sol é capaz de gerar o equivalente a 1 mil kWh de energia. Se tudo isso fosse absorvido e transformado em eletricidade, seria o suficiente para manter uma família brasileira que consome em média 170 kWh por mês por até cinco meses.

Para aproveitar a energia solar, placas fotovoltaicas são capazes de transformar essa radiação em eletricidade. A luz do sol entra em contato com o silício e vira energia elétrica na forma de corrente contínua. Por meio de cabos, a eletricidade passa pela placa e é conduzida até um inversor. Depois disso, a energia pode ser levada as tomadas e usada normalmente.

Em abril deste ano, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) criou as primeiras regras para a microgeração de energia. Para quem tiver um sistema alternativo de geração, a conta de energia será calculada pela diferença entre o que foi gerado e o que foi captado da rede comum. Se o consumidor gerar mais do que consome, ganha créditos que podem ser usados em até 36 meses ou mesmo em outra unidade consumidora.

Fonte: G1MS

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

VÍDEO: Três Lagoas está recebendo os Jogos Escolares do MS

Iniciou nesta sexta-feira (08), os Jogos Escolares da Juventude em Três Lagoas. As disputas são de voleibol e futsal masculino e feminino, envolvendo jovens...

VÍDEO: Pista de Caminhada da Lagoa Maior vai receber reparos

A pista de caminhada da Lagoa Maior, principal cartão postal de Três Lagoas, vai receber serviços de reparos a partir de segunda-feira (11). Ao todo...

VÍDEO: Nervosismo entrega passageiras de aplicativo com cocaína escondida no corpo em Água Clara

Duas mulheres foram presas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na manhã de quinta-feira (7), após serem flagradas transportando quase seis quilos de cocaína em...