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Com ação na Justiça, diretor da Central Park diz que fará mudanças na zona azul

30/03/2017 20h16

Diretor da Zona Azul afirma que atenderá reivindicações da população

Em reunião na Câmara, adequações do sistema rotativo de estacionamento voltam a ser debatidas, mesmo com a empresa respondendo ação na Justiça

Por: Infoco Bolsão

Alvo de muita reclamação e de insatisfação da sociedade civil organizada, principalmente ligada ao comércio, o diretor da empresa Central Park, Nilson Lopes, responsável pela concessão da Zona Azul em Três Lagoas, disse que está disposto a atender reivindicações da população com mudanças no sistema de estacionamento rotativo.
A empresa já responde uma ação civil pública ingressada pelo MPE-MS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) que pede a suspensão do contrato de concessão do serviço de estacionamento “Zona Azul”, em Três Lagoas.

A declaração de Nilson foi feita durante uma reunião na Câmara Municipal na manhã desta quinta-feira convocada pelo presidente do legislativo André Bittencourt. “Estou aqui de boa vontade para chegarmos um consenso. Talvez não vamos atender 100%, mas vou fazer um esforço”, comentou o diretor da empresa.
Durante o encontro foi apresentada uma ata de uma audiência pública, realizada no dia 15 de março, também na Câmara, onde foram elencadas várias reivindicações da população.

Entre os pontos apresentados estavam a solicitação de contratação de mais funcionários para atender os munícipes que buscam realizar o pagamento da zona azul, implantação de tempo de tolerância, ampliação das vagas de motos, demarcação de estacionamento para idoso e deficiente, ticket sem o CNPJ da empresa revendedora, demarcação em frente das farmácias e principalmente a diminuição no valor da multa para quem não pagou o estacionamento rotativo.

“Em Andradina, a hora do estacionamento rotativo custa R$ 1,30 e quem não paga recebe uma multa de R$ 1,90 e não de R$ 8,00 como acontece aqui em Três Lagoas”, disse o Presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejo), Sueide Silva Torres, que também participou da reunião.

A reunião durou cerca de 3h e a princípio, o diretor Nilson Lopes estava quase que irredutível e chegou a pronunciar palavras duras para defender o sistema atual implantado no município.

Resultado financeiroO diretor deixou claro que a empresa segue o edital e que com perspectiva de arrecadação e resultado junto com custo operacional. “Não somos assistencialistas. Está é uma empresa privada que visa resultado financeiro”, afirmou.
Nilson Lopes chegou a dizer que a princípio no projeto era que se houvesse uma parceria com o comércio para ter mais ponto de venda, mas a zona azul não foi bem vista no início do e não houve essa integração. Ele chegou a citar que não adiantaria contratar um monte de funcionários para servir como garçom as pessoas interessados em pagar a zona azul e inviabilizar funcionamento do sistema.

RebatidaAs declarações do diretor acabaram deixando o vereador Marcus Bazé irritado. “Nós estamos aqui hoje para chegarmos a um consenso. Se isso não for possível vamos fazer o que estava na nossa linha de foco que era a Câmara abrir um procedimento administrativo contra a zona azul. Não queremos essa guerra, mas se não houver interesse da empresa esse será o caminho”, rebateu o vereador Bazé.

O presidente da Câmara, André Bittencourt também reiterou que o objetivo era buscar o diálogo e apresentar as reivindicações da população, que está causando desgaste tanto para Prefeitura como para os próprios vereadores. Ele citou que o objetivo ainda era tentar realizar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para juntar no processo que está em andamento da Justiça, visando evitar danos maiores ao município, como possível pagamento de indenizações por quebra de contrato.

Em seguida, o diretor da Central Park amenizou suas palavras e afirmou que está disposto a colaborar e que inclusive fez questão de vir à reunião. “Veja bem eu estou disposto a atender vocês, mas do jeito foi proposto, precisamos fazer um estudo sobre o impacto financeiro”, observou.

Lopes também declarou ainda que algumas das ações dependem da Prefeitura como a demarcação de estacionamento exclusivo para idosos e deficientes e ampliação dos bolsões para moto.

Funcionários do Departamento de Trânsito da Prefeitura que estavam na reunião como Flávio Thomé confirmaram que o número de vagas de estacionamento para motos foi diminuído de 700 para 400 vagas, mas que a maior arrecadação da zona azul ainda é com carros. Mesmo assim, Thomé afirma que é possível ampliar novamente essas vagas.

Depois, Nilson Lopes se propôs em apresentar até esta sexta-feira (29) algumas contra proposta das reivindicações apresentadas. “Vou fazer o máximo para atender as reivindicações, mas espero que os vereadores se sensibilizem que nem tudo é possível”, declarou.

Nova reunião
O presidente da Câmara deve marcar uma nova reunião para discutir o que será apresentado pela empresa.
O vereador Marcus Bazé deixa claro que mesmo que o TAC seja assinado, não obriga a Justiça anular a ação.

Por outro lado, se houver mudanças favoráveis à população e a sociedade civil organizada, o presidente da Câmara, André Bittencourt acredita que pode contribuir com o processo para que não haja danos maiores a administração pública e a zona azul continue funcionando com as adequações necessárias. “A maioria é a favor do sistema rotativo, mas não do jeito que está funcionando hoje”.

Para Bittencourt, a reunião foi bastante produtiva e acredita que será possível garantir algumas melhorias para a população. Também participou da reunião o assessor jurídico da Prefeitura, Luiz Henrique Gusmão e José Luiz Esteque, diretor da Associação Comercial e Industrial de Três Lagoas.

Diretor Central Park afirma que a empresa não é assistencialista e visa retorno financeiro

Presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejo), Sueide Silva Torres disse que a multa é abusiva

Presidente da Câmara, André Bittencourt deve marcar nova reunião para analisar as contrapropostas da Central Park

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