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sábado, 8 de agosto, 2026

Cirurgias plásticas de mama no SUS crescem mais de 50% em dez anos

Levantamento aponta aumento dos procedimentos entre 2016 e 2025; reconstruções após mastectomia e cirurgias reparadoras estão entre as principais intervenções

O número de cirurgias plásticas mamárias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 54,3% entre 2016 e 2025, passando de aproximadamente 9 mil procedimentos para 14.213 cirurgias no último ano analisado.

Os dados fazem parte de um levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ) durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica. A análise considera procedimentos realizados com finalidade reparadora e reconstrutiva, incluindo intervenções indicadas para corrigir alterações na estrutura das mamas e reconstruir o órgão após tratamentos contra doenças.

Ao longo de dez anos, o SUS registrou 90.648 cirurgias plásticas mamárias em todo o país.

Pandemia provocou queda nos procedimentos

O levantamento também revela o forte impacto provocado pela pandemia de covid-19 sobre a realização das cirurgias.

Em 2020, primeiro ano da crise sanitária, foram registradas apenas 4.547 cirurgias mamárias, aproximadamente metade do volume que vinha sendo realizado nos anos anteriores.

Com a retomada dos serviços de saúde, o número de procedimentos voltou a crescer gradualmente, chegando a 14.213 cirurgias em 2025, maior volume registrado no período analisado.

Cirurgias reparadoras representam maioria

A maior parte dos procedimentos realizados pelo SUS não está relacionada a fins exclusivamente estéticos.

Dos 90.648 registros analisados, 74.619 foram classificados como plásticas mamárias femininas não estéticas, representando 82,3% do total.

Esse grupo reúne procedimentos indicados por razões médicas, incluindo correção de deformidades congênitas, assimetrias significativas, hipertrofia mamária associada a dores e limitações físicas, além de sequelas provocadas por doenças ou tratamentos.

Também foram contabilizadas 12.600 internações para reconstrução mamária após mastectomia, com implantação de prótese, além de 3.429 procedimentos relacionados à reconstrução mamária após mastectomia total.

São Paulo lidera número de procedimentos

Entre os estados brasileiros, São Paulo concentrou o maior número de cirurgias mamárias realizadas pelo SUS no período, com 30.265 procedimentos.

Na sequência aparecem:

  • Minas Gerais: 9.836 cirurgias;
  • Rio de Janeiro: 9.115;
  • Rio Grande do Sul: cerca de 6 mil;
  • Bahia: 5.731.

A distribuição regional mostra uma forte concentração dos procedimentos no Sudeste. Entre 2016 e 2025, os estados da região registraram 50.848 internações, o equivalente a 56,1% de todos os procedimentos mamários não estéticos e reconstrutivos realizados pelo SUS.

Somente São Paulo respondeu por aproximadamente um terço dos registros nacionais, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Nas demais regiões, o Nordeste contabilizou 15.985 internações, enquanto o Sul registrou 9.098. O Centro-Oeste teve 5.695 procedimentos, e a região Norte, 3.022.

Os números evidenciam o papel da rede pública na realização de cirurgias mamárias reparadoras e reconstrutivas, especialmente em casos relacionados a doenças, tratamentos oncológicos e condições que provocam impactos físicos e funcionais nas pacientes.

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