Geral – 08/08/2012 – 12:08
Albert Tansey, 2 anos, se tornou a primeira criança no mundo a ter um coágulo de sangue mortal retirado do coração por meio de aspiração, que limpa a artéria bloqueada e restaura o fluxo sanguíneo, segundo noticiou o jornal britânico The Telegraph.
Esse procedimento, chamado intervenção coronária percutânea, geralmente é realizado em adultos, vítimas de ataque cardíaco, mas nunca havia sido feito em crianças.
Albert já saiu do hospital e agora se recupera em casa ao lado dos pais, Annita e Adam, em Leicestershire, na Inglaterra. “Os médicos estão empolgados. Eles estavam surpresos. Eles disseram que nunca tinham feito isso antes em uma criança”, disse a mãe ao jornal. “Não há palavras para explicar como nós nos sentimos sobre eles e toda a equipe do hospital”, reforçou.
Albert nasceu com a síndrome da hipoplasia do coração esquerdo (SHCE), em que o lado direito do coração não se forma adequadamente. Uma semana depois, o menino foi operado e nove meses fez uma cirurgia de coração aberto.
Só que um mês depois, Albert passou mal. Em uma manhã, sua mãe estava na cozinha conversando com um amigo quando o menino contou que estava se sentindo mal. “Ele estava cinza e suando. Ele dizia: ‘Dói’ e quando eu perguntei ele apontava para o coração”, contou a mãe.
Rapidamente, ele foi encaminhado para o hospital e fez exames que detectaram que ele teve um ataque cardíaco, o que é raro em crianças, e um coágulo foi formado. Ao receber a notícia, os pais de Albert ficaram apavorados, já que o filho poderia não sobreviver ou, ainda, necessitar de um transplante de coração.
Depois de muita análise, os médicos pediram permissão, então, para que o coágulo fosse sugado para fora do coração de Albert, algo inédito em crianças. E o procedimento foi um sucesso. As funções cardíacas de Albert melhoraram imediatamente e depois de 11 dias no hospital ele finalmente pode ir para casa. Agora, ele vai ser monitorado pelo resto da vida. “Eu me sinto especial que nosso Albert foi parte de algo tão grande, e sua vida vai poder ajudar outros no futuro”, disse a mãe.
Os cardiologistas que cuidaram de Albert disseram que o procedimento em crianças é arriscado, e um erro poderia ser fatal, mas que agora é prazeroso vê-lo correndo e brincando.
Fonte: G1/Crescer


